quinta-feira, outubro 25, 2007


Em busca do livro perdido

Apenas mais uma manhã na companhia do Sr. Birnbichler, o bibliotecário. Pelo menos, esse era o pensamento de Lisa, uma adolescente apaixonada por literatura que se dirigia para a biblioteca. Mas, esse dia normal estava para mudar. Dois garotos estranhos roubaram, aparentemente sem motivos, o livro que o Sr. Birnbichler estava escrevendo e que tinha a própria garota como personagem principal. Agora Lisa sairá em busca do livro roubado do bibliotecário e terá a grande missão de salvar todos os personagens da imaginação do esquecimento e levá-los para o Reino da Invenção acompanhada por seus novos amigos Tow Sawyer e Huckleberry Finn.
O Livro de Lisa - Uma aventura no mundo da literatura de Wieland Freund com ilustrações de Regina Kehn, é uma viagem no mundo da fantasia. Um portal que suga o leitor para dentro do mundo literário, passando através de diversos clássicos da literatura universal moderna e encontrando personagens famosos, como Robinson Crusoé, Frankenstein, Capitão Ahab de Moby Dick , Sancho Pança e Dom Quixote, O velho choupo de O Senhor dos Anéis, entre outros que irão ajudá-la ou atrapalhá-la em suas aventuras.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Be happy


Here's a little song I wrote,

you might want to sing it note for note,

dont worry,Be happy,

In every life we have some troubles,

but when you worry you make it double,

dont worry,be happy (don't worry be happy now)

ohhh ooh ooh ohh(don't worry)

oooh oohh oohh(be happy)

ohhh oohh oohh(dont worry,be happy)

ohh oohh ooh (dont worry,be happy)

(don't worry be happy)


And at the place to lay your head,

somebody came and took your bed,

dont worry,be happy,

the landlord say your rent is late,

he may have to wait to get ,

but dont worry...be happy(look at me I'm happy)


ohhh ooh ooh ohh(don't worry)

oooh oohh oohh(be happy)

oooo0h (here I give you my phone number you you worried,

call me I make you happy)

00000oh 00o0o0oh(dont worry)

ooooh oohh (be happyy)

ooooh ohhh


Ain't got no place to lay your head,

somebody came and took your bed,don't worry....be happy.

The landlord saying your rent is late,

He may have to litigate.

but don't worry...be happy (look at me I'm happy)


ohhh ooh ooh ohh(don't worry)

oooh oohh oohh(be happy)

ohhh oohh oohh(dont worry,be happy)

ohh oohh ooh(dont worry)

ohh oohh oohh(be happy)

(don't worry be happy)


ohhh ooh ooh ohh(don't worry,dont do it)

oooh oohh oohh(be happy,

put a smile on your face)

(dont bring everybody down like this)

ohhh oohh oohh(dont worry)

ohh oohhh(it will soon pass,whatever it is)

ohhh oohhh ohhh (dont worry,be happy)

ohhh oohhh oohhh (I'm not worried)
Dont worry, be happy
Bob Marley

à primavera


quinta-feira, setembro 06, 2007

sabedoria oriental


Mizaru Kikarazu e Iwazaru
Seus nomes são 'kikazaru' (o que tapa os ouvidos), 'mizaru' (o que cobre os olhos), e 'iwazaru' (o que tapa a boca), que é traduzido como 'não ouça o mal', 'não veja o mal' e 'não fale o mal'. Sua origem é baseada em um trocadilho japonês pois, a palavra 'saru', em japonês, significa 'macaco' e tem o mesmo som da terminação verbal 'zaru'.

KIKAZARU
MIZARU
IWAZARU
SARU

O som das palavras é semelhante e faz referência a um provérbio japonês (kotowaza) que descreve a atitude de alguém que não deseja se envolver em complicações.No Japão, numa cidade chamada Nikko, existem muitos santuários (a cidade é conhecida por isso, inclusive) e, no Santuário Toshogu há imponentes portais e belas construções. Lá, estão os três macaquinhos em madeira. Eles ilustram a porta do Estábulo Sagrado, um templo do século 17.
O folclore japonês diz que, no Século VIII D.C. , um monge budista da China introduziu os três sábios macaquinhos no Japão.
Acredita-se que as poses dos macaquinhos eram a representação de um comando de uma divindade (Vajra) para 'ver nenhum mal, ouvir nenhum mal, falar nenhum mal.'
" Essas informações, porém, não podem ser confirmadas" segundo o professor Dr. Ricardo Mário Gonçalves, da cadeira de História do Oriente da USP.
Fontes: Portal das curiosidades/ Nippo Brasil

quarta-feira, setembro 05, 2007

Poesia Matemática


Às folhas tantas do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerávele viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide, corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida paralela à dela
até que se encontraram no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa.
"E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética correspondea almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação traçando ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar, mais que um lar, um perpendicular.
Convidaram para padrinhoso Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes até aquele dia em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos,viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade. Era o triângulo, tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração, a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser moralidade
como aliás em qualquer sociedade.
do livro: Trinta Anos de Mim Mesmo - Millôr Fernandes

sexta-feira, agosto 31, 2007

Candle In The Wind

Goodbye England's rose
May you ever grow in our hearts
You were the grace that placed itself
Where lives were torn apart
You called out to our country
And you whispered to those in pain
Now you belong to heaven
And the stars spell out your name
And it seems to me you lived your life
Like a candle in the wind
Never fading with the sunset
When the rain set in
And your footsteps will always fall you
Along England's greenest hills
Your candle's burned out long before
Your legend never will
Loveliness we've lost
These empty days without your smile
This torch we'll always carry
For our nation's golden child
And even though we try
The truth brings us to tears
All our words cannot express
The joy you brought us through the years
And it seems to me you lived your life
Like a candle in the wind
Never fading with the sunset
When the rain set in
And your footsteps will always fall you
Along England's greenest hills
Your candle's burned out long before
Your legend never will
Goodbye England's rose
May you ever grow in our hearts
You were the grace that placed itself
Where lives were torn apart
Goodbye England's rose
From a country lost without your soul
Who'll miss the wings of your compassion
More than you'll ever know
And it seems to me you lived your life
Like a candle in the wind
Never fading with the sunset
When the rain set in
And you footsteps will always fall you
Along England's greenest hills
Your candle's burned out long before
Your legend never will
Elton John - Candle In The Wind (Princess Diana Tribute) lyrics

As flores do Mal


É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a
única questão. Para não sentirem o fardo horrível
do Tempo que verga e inclina para a terra, é
preciso que se embriaguem sem descanso.

Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a
escolher. Mas embriaguem-se.

E se, porventura, nos degraus de um palácio,
sobre a relva verde de um fosso, na solidão
morna do quarto, a embriaguez diminuir ou
desaparecer quando você acordar, pergunte ao
vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a
tudo que flui, a tudo que geme, a
tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que
horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o
pássaro, o relógio responderão: "É hora de
embriagar-se! Para não serem os escravos
martirizados do Tempo, embriaguem-se;
embriaguem-se sem descanso".
Com vinho, poesia ou virtude, a escolher

Embriaguem-se

(tradução Jorge Pontual)

Charles Baudelaire (1821-1867)

poeta e teórico da arte francês.

É considerado um dos precursores do Simbolismo

"Ninguém me ama/ Ninguém me quer/ Ninguem me chama de Baudelaire"
Antônio Maria

quinta-feira, agosto 30, 2007

Conto das Quatro Estações



Faz parte da série de filmes intitulada:

"Conto das Quatro Estações"
Todos dirigidos por Eric Rohmer.
Conto de Verão (1996) ,
Conto da Primavera (1990)
Conto de Inverno(1992)
Conto de Outono (1998)


quarta-feira, agosto 29, 2007

Let it be

When I find myself in times of trouble
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be.

And in my hour of darkness
She is standing right in front of me
Speaking words of wisdom,
let it be. Let it be, let it be.
Whisper words of wisdom, let it be.

And when the broken hearted people
Living in the world agree,
There will be an answer, let it be.
For though they may be parted
There is still a chance that they will see
There will be an answer,
let it be. Let it be, let it be. yeah
There will be an answer, let it be.

And when the night is cloudy,
There is still a light that shines on me,
Shine on until tomorrow, let it be.
I wake up to the sound of music
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom,
let it be. Let it be, let it be.
There will be an answer,
let it be. Let it be, let it be,
Whisper words of wisdom, let it be.

Let it be
Beatles

terça-feira, agosto 28, 2007

sexta-feira, agosto 24, 2007

Dia do Artista


O Guardião dos Livros

Ai estão os jardins, os templos e a justificação dos templos,
A exata música e as exatas palavras,
Os sessenta e quatro hexagramas,
Os ritos que são a única sabedoria
Que outorga o Firmamento aos homens,
O decoro daquele imperador
Cuja serenidade foi refletida pelo mundo, seu espelho,
De sorte que os campos davam seus frutos
E as torrentes respeitavam suas margens,
O unicórnio ferido que regressa para marcar o fim,
As secretas leis eternas,
O concerto do orbe;
Essas coisas ou sua memória estão nos livros
Que custodio na torre.
Os tártaros vieram do Norte
em crinados potros pequenos;
Aniquilaram os exércitos
Que o Filho do Céu mandou para castigar sua impiedade,
Ergueram pirâmides de fogo e cortaram gargantas,
Mataram o perverso e o justo,
Mataram o escravo acorrentado que vigia a porta,
Usaram e esqueceram as mulheres
E seguiram para o Sul,
Inocentes como animais de presa,
Cruéis como facas.
Na aurora dúbia
O pai de meu pai salvou os livros.
Aqui estão na torre onde jazo,
Recordando os dias que foram de outros,
Os alheios e antigos.
Em meus olhos não há dias.
As prateleiras
Estão muito altas e não as alcançam meus anos.
Léguas de pó e sonho cercam a torre.
Por que enganar-me?
A verdade é que nunca soube ler,
Mas me consolo pensando
Que o imaginado e o passado já são o mesmo
Para um homem que foi
E que contempla o que foi a cidade
E agora volta a se;. o deserto.
Que me impede sonhar que alguma vez
Decifrei a sabedoria
E desenhei com aplicada mão os símbolos?
Meu nome é Hsiang.
Sou o que custodia os livros,
Que talvez sejam os últimos,
Porque nada sabemos do Império
E do Filho do Céu.
Aí estão nas altas estantes,
A um tempo próximos e distantes;
Secretos e visíveis como os astros.
Aí estão os jardins, os templos.
Elogio da Sombra

Jorge Luís Borges
24/08/1889
14/06/1986

quinta-feira, agosto 23, 2007

a 7ª Arte de Glauber (aqui)

Poema do Amor

Tudo talvez se defina na
conspiração da poesia e
da infecção,
estou no começo da vida
mas não sei se a saúde resiste
o mundo profetiza guerra global
e corta o mistério da existência
nos projetando nos braços vitais
revolucionando o prazer, essência.
Glauber Rocha

terça-feira, agosto 21, 2007

L.I.V.R.O. segundo MILLÔR

Millôr Fernandes: Um novo e revolucionário conceito de tecnologia de informação



Na deixa da virada do milênio, anuncia-se um revolucionário conceito de tecnologia de informação, chamado de Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas - L.I.V.R.O.
L.I.V.R.O. representa um avanço fantástico na tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos, pilhas. Não necessita ser conectado a nada nem ligado. É tão fácil de usar que até uma criança pode operá-lo. Basta abri-lo!
Cada L.I.V.R.O. é formado por uma seqüência de páginas numeradas, feitas de papel reciclável e capazes de conter milhares de informações. As páginas são unidas por um sistema chamado lombada, que as mantêm automaticamente em sua seqüência correta.
Através do uso intensivo do recurso TPA - Tecnologia do Papel Opaco - permite-se que os fabricantes usem as duas faces da folha de papel. Isso possibilita duplicar a quantidade de dados inseridos e reduzir os seus custos pela metade!
Especialistas dividem-se quanto aos projetos de expansão da inserção de dados em cada unidade. É que, para se fazer L.I.V.R.O.s com mais informações, basta se usar mais páginas. Isso, porém, os torna mais grossos e mais difíceis de serem transportados, atraindo críticas dos adeptos da portabilidade do sistema.
Cada página do L.I.V.R.O. deve ser escaneada opticamente, e as informações transferidas diretamente para a CPU do usuário, em seu cérebro. Lembramos que quanto maior e mais complexa a informação a ser transmitida, maior deverá ser a capacidade de processamento do usuário.
Outra vantagem do sistema é que, quando em uso, um simples movimento de dedo permite o acesso instantâneo à próxima página. O L.I.V.R.O. pode ser rapidamente retomado a qualquer momento, bastando abri-lo. Ele nunca apresenta "ERRO GERAL DE PROTEÇÃO", nem precisa ser reinicializado, embora se torne inutilizável caso caia no mar, por exemplo.
O comando "browse" permite fazer o acesso a qualquer página instantaneamente e avançar ou retroceder com muita facilidade. A maioria dos modelos à venda já vem com o equipamento "índice" instalado, o qual indica a localização exata de grupos de dados selecionados.
Um acessório opcional, o marca-páginas, permite que você faça um acesso ao L.I.V.R.O. exatamente no local em que o deixou na última utilização mesmo que ele esteja fechado. A compatibilidade dos marcadores de página é total, permitindo que funcionem em qualquer modelo ou marca de L.I.V.R.O. sem necessidade de configuração.
Além disso, qualquer L.I.V.R.O. suporta o uso simultâneo de vários marcadores de página, caso seu usuário deseje manter selecionados vários trechos ao mesmo tempo. A capacidade máxima para uso de marcadores coincide com o número de páginas.
Pode-se ainda personalizar o conteúdo do L.I.V.R.O. através de anotações em suas margens. Para isso, deve-se utilizar um periférico de Linguagem Apagável Portátil de Intercomunicação Simplificada - L.A.P.I.S. Portátil, durável e barato, o L.I.V.R.O. vem sendo apontado como o instrumento de entretenimento e cultura do futuro. Milhares de programadores desse sistema já disponibilizaram vários títulos e upgrades utilizando a plataforma L.I.V.R.O.
Fonte: Amigos do livro

Do baú do Raul

Veja
Não diga que a canção está perdida
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez
Beba (Beba)
Pois a água viva ainda tá na fonte
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou, não, não, não
Tente
Levante a sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça aguenta se você parar
Não, não, não, não, não, não
Há uma voz que canta, há uma voz que dança
Há uma voz que gira
Bailando no ar
Queira
Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo
Vai, tente outra vez
Tente
E não diga que a vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez

Raul Seixas

28/06/1944

21/08/1979


sexta-feira, agosto 17, 2007

No meio do caminho

"Este é tempo de divisas, tempo de gente cortada."
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Carlos Drummond de Andrade
En Revista de Antropofagia, 1928
Incluido en Alguma poesia (1930)
31/10/1902 -17/08/1987

quinta-feira, agosto 16, 2007

O Rei do Rock

Maybe I didn't treat you
Quite as good as I should have
Maybe I didn't love you
Quite as often as I could have
Little things I should have said and done
I just never took the time
You were always on my mind
You were always on my mind
Maybe I didn't hold you
All those lonely, lonely times
And I guess I never told you
I'm so happy that you're mine
If I made you feel second best
Girl I'm so sorry I was blind
You were always on my mind
You were always on my mind
Tell me, tell me that your sweet love hasn't died
Give me, give me one more chance to keep you satisfied,
satisfied
Little things I should have said and done
I just never took the time
You were always on my mind
You were always on my mind
You were always on my mind

Elvis Presley
08/01/1935 - 17/08/1977

tempo da travessia

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas,
que já têm a forma do nosso corpo,
e esquecer os nossos caminhos,
que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia:
e, se não ousarmos fazê-la,
teremos ficado, para sempre,
à margem de nós mesmos."
Fernando Pessoa

segunda-feira, agosto 13, 2007

sexta-feira, agosto 10, 2007

quinta-feira, agosto 09, 2007

terça-feira, agosto 07, 2007

A Sombra do Vento


“...Não obtive resposta. Pareceu-me escutar uma risada sufocada e fechei o livro de pedidos. Talvez um cliente tivesse ignorado o letreiro de FECHADO. Dispunha-me a atendê-lo quando escutei o som de vários livros caindo das estantes da loja. Engoli em seco. Agarrei uma faca de abrir cartas e me aproximei lentamente da porta do quarto dos fundos. Não me atrevi a chamar de novo. Logo depois escutei novamente os passos, afastando-se. A campainha da porta soou outra vez, e senti um sopro de ar da rua. Entrei depressa na loja. Não havia ninguém. Corri até a porta da rua e fechei com força. Respirei fundo, me sentindo ridículo e covarde. Estava voltando para o quarto dos quartos dos fundos quando vi um pedaço de papel em cima do balcão. Ao aproximar-me, comprovei que se tratava de uma fotografia, uma velha imagem de estúdio das que se costumava imprimir em uma lâmina de papelão grosso. AS bordas estavam queimadas e a imagem enegrecida, parecia riscada pelo rastro de dedos sujos de carvão. Examinei-a sob uma lâmpada. Na fotografia se podia ver um casal de jovens sorrindo para a câmera. Ele não parecia ter mais de 17 ou 18 anos, com cabelos claros e traços aristocráticos, frágeis. Ela parecia talvez um pouco mais nova do que ele, um ou dois anos no máximo. Tinha a tez pálida e um rosto cinzelado, rodeado por cabelos pretos, curtos, que acentuavam um olhar encantado, repleto de alegria. Ele a enlaçava pela cintura e ela parecia e ela parecia lhe sussurrar algo, num tom brincalhão. A imagem transmitia um ardor que me roubou um sorriso, como se eu tivesse reconhecido velhos amigos naqueles dois desconhecidos. Atrás deles se podia ver a vitrine de uma loja, repleta de chapéus fora de moda. Concentrei-me no casal. As roupas pareciam indicar que a imagem tinha pelo menos 25 ou 30 anos. Era uma imagem de luz e de esperança, prometendo coisas que só existem nos olhares dos jovens. As chamas haviam devorado quase todo o contorno da foto, mas ainda se podia adivinhar um rosto severo atrás do velho balcão, uma silhueta espectral insinuando-se por trás das letras gravadas na vidraça"
A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón
P.85
Peter Brüegel - "A Torre de Babel" de 1563
Kunsthistorisches Museum, Viena

sexta-feira, agosto 03, 2007


“O senhor mire e veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam.”
João Guimarães Rosa

quarta-feira, agosto 01, 2007

à poesia

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Soneto de fidelidade
Vinicius de Moraes (1960)

terça-feira, julho 31, 2007

Amanhã

Amanhã
será um lindo dia, da mais louca alegria
Que se possa imaginar, amanhã redobrada a força
Pra cima que não cessa, há de vingar
Amanhã mais nenhum mistério, acima do ilusório
O astro rei vai brilhar, amanhã a luminosidade
Alheia a qualquer vontade, há de imperar, há de imperar
Amanhã está toda a esperança por menor que pareça
O que existe é pra festejar, amanhã apesar de hoje
Ser a estrada que surge, pra se trilhar
Amanhã mesmo que uns não queiram será de outros que esperam
Ver o dia raiar, amanhã ódios aplacados temores abrandados
Será pleno, será pleno...
música: Guilherme Arantes

segunda-feira, julho 30, 2007

soltando pipa

E o menino com o brilho do sol ...
Na menina dos olhos
Sorri e estende a mão
Entregando o seu coração
E eu entrego o meu coração
E eu entro na roda
E canto as antigas cantigas
De amigo irmão
As canções de amanhecer
Lumiar e escuridão
E é como se eu despertasse de um sonho
Que não me deixou viver
E a vida explodisse em meu peito
Com as cores que eu não sonhei
E é como se eu descobrisse que a força
Esteve o tempo todo em mim
E é como se então de repente eu chegasse
Ao fundo do fim
De volta ao começo
Ao fundo do fim
De volta ao começo
Roupa Nova - De volta ao começo
Meninos soltando pipa - C. Portinari-1943

quarta-feira, julho 25, 2007

A arte de escrever

Graciliano Ramos
Dia do Escritor, 25 de julho
Em 25 de julho comemora-se o dia nacional do escritor. A data tornou-se oficial em 1960, após o sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado pela União Brasileira de Escritores.
Quase quarenta e cinco anos depois, o dia é celebrado por todos aqueles que possuem a função de escrever ou por aqueles que, simplesmente, possuem uma paixão em comum: dar vida e cores as suas palavras.
Não obstante, questionamos o trabalho dessas talentosas pessoas nos dias de hoje. Lembremos, por exemplo, dos inúmeros escritores que não têm seus trabalhos divulgados, vivendo no anonimato e que, por esse motivo, não são reconhecidos pela sua atividade. Partindo dessa premissa, surge uma dúvida: a função do escritor é, ou alguma vez no passado, já foi considerada realmente uma profissão? Décadas atrás, quem ousasse dizer que seguia a "carreira" de escritor corria risco de sofrer qualquer tipo de preconceito e até mesmo, de ser apontado nas ruas, ouvindo comentários pouco agradáveis como "boêmio" ou "errante", pois para a sociedade da época, a atividade não era considerada uma profissão. Há ainda, casos infelizes daqueles que só tiveram seus nomes reconhecidos e obras valorizadas depois de sua morte, caso de - nada mais nada menos - James Joyce, Nietzsche e Franz Kafka.
No Brasil, podemos citar Augusto dos Anjos, poeta morto aos trinta, dois anos após publicar sua principal obra poética intitulada Eu, no ano de 1912. Esse fenômeno de fama póstuma já foi confirmado pelos próprios escritores em suas obras, como afirmou Clarice Lispector em seu livro Perto do Coração Selvagem: "Mesmo os grandes homens só são verdadeiramente reconhecidos e homenageados depois de mortos". Basta lembrarmos dos inúmeros artistas, escritores e poetas que, no século XIX, morriam precocemente devido a doenças pulmonares, principalmente por tuberculoses ou pneumonias, e que só tinham suas obras publicadas e divulgadas postumamente, como aconteceu com o simbolista Cruz e Sousa, morto aos 37, com Castro Alves, aos 24, e Álvares de Azevedo, aos 21. Nos dias de hoje, felizmente, a situação dos escritores é diferente de seus antecessores e isso não se deve apenas pelo avanço da medicina ou pela descoberta de vacinas contra a tuberculose! No contexto atual, vemos muitos autores bem aceitos pela mídia, pela crítica e menos discriminados na sociedade; tendo suas obras divulgadas mundo afora e traduzidas em outras línguas. Dan Brow é um bom exemplo disso. Sua obra Código da Vinci, apesar de temida pela Igreja e bastante criticada, atingiu o recorde de vinte e cinco milhões de cópias vendidas. No Brasil, por sua vez, destaca-se o escritor Paulo Coelho, o brasileiro com mais livros vendidos e mais prestigiado no exterior.
Comparando a situação atual desses autores com a dos nossos saudosos escritores, podemos dizer que a profissão do escritor é mais valorizada atualmente, mas isso não é o bastante. Pois sempre "por trás" de um grande talento há um "bom investimento". Em outras linhas podemos dizer que, atrás de um best-seller sempre existe uma boa divulgação, ou uma grande editora. Truman Capote, por exemplo, antes de publicar seu best-seller A Sangue Frio, publicou-o em quatro partes no jornal The New Yorker e só depois de confirmado o sucesso de sua história lançou-a em livro.
(Edvania Cardoso)

terça-feira, julho 24, 2007

quinta-feira, julho 19, 2007

Do Amor



O amor é bandoleiro
não exita em matar
O amor é bucaneiro
mata para roubar
O amor é bailarino
dança conforme a dança
O amor é beduíno
se alimenta de esperança

O amor é como um barco
que naufraga em noite calma
O amor é um fado
lâmina que fere a alma

Silvio Ribeiro de Castro
"Não me pergunte se isso tem cabimento, pois se tivesse caberia em algum lugar, e eu então, guardaria essa loucura"

A Escrita do Deus

O cárcere profundo e de pedra; sua forma de um hemisfério quase perfeito, embora o piso (também de pedra) seja algo menor que um círculo máximo, fato que de algum modo agrava os sentimentos de opressão e de grandeza. Um muro corta-o pelo meio; este, apesar de altíssimo, não toca a parte superior da abóbada; de um lado estou eu, Tzinacan, mago da pirâmide Qaholom, que Pedro de Alvadaro incendiou; do outro há um jaguar, que mede com secretos passos iguais o tempo e o espaço do cativeiro. Ao nível do chão, uma ampla janela com barrotes corta o muro central. Na hora sem sombra (o meio-dia), abre-se um alçapão no alto e um carcereiro que os anos foram apagando manobra uma roldana de ferro, e nos baixa, na ponta de um cordel, cântaros de água e pedaços de carne.
A luz entra na abóbada; neste instante posso ver o jaguar. Perdi o número dos anos que estou na treva; eu, que uma vez fui jovem e podia caminhar nesta prisão, não faço outra coisa senão aguardar, na postura de minha morte, o fim que os deuses me destinam. Com a longa faca de pedernal abri o peito das vítimas e agora não poderia, sem magia, levantar-me do pó.
Na véspera do incêndio da Pirâmide, os homens que desceram de altos cavalos me castigaram com metais ardentes para que revelasse o lugar de um tesouro escondido. Abateram, diante de meus olhos, a imagem do deus, mas este não me abandonou e me mantive silencioso entre os tormentos. Feriram-me, quebraram-me, deformaram-me e depois despertei neste cárcere, que não mais deixarei nesta vida mortal.
Premido pela fatalidade de fazer algo, de povoar de alguma forma o tempo, quis recordar, em minha sombra, tudo o que sabia. Gastei noites inteiras lembrando a ordem e o número de algumas serpentes de pedra ou a forma de uma árvore medicinal. Assim fui vencendo os anos, assim fui entrando na posse do que já era meu. Uma noite, senti que me aproximava de uma lembrança precisa; antes de ver o mar, o viajante sente uma agitação no sangue. Horas depois, comecei a avistar a lembrança; era uma das tradições do deus. Este, prevendo que no fim dos tempos ocorreriam muitas desventuras e ruínas, escreveu no primeiro dia da Criação uma sentença mágica, capaz de conjurar esses males. Escreveu-a de maneira que chegasse às mais distantes gerações e que não tocasse o azar. Ninguém sabe em que ponto a escreveu nem com que caracteres, mas consta-nos que perdura, secreta, e que um eleito a lerá. Considerei que estávamos, como sempre, no fim dos tempos e que meu destino de último sacerdote do deus me daria acesso ao privilégio de intuir essa escritura. O fato de que uma prisão me cercasse não me vedava esta esperança; talvez eu tivesse visto milhares de vezes a inscrição de Qaholom e só me faltasse entendê-la.
Esta reflexão me animou e logo me intuiu uma espécie de vertigem. No âmbito da terra existem formas antigas, formas incorruptíveis e eternas; qualquer uma delas podia ser o símbolo buscado. Uma montanha podia ser a palavra do deus, ou um rio ou o império ou a configuração dos astros. Mas no curso dos séculos as montanhas se aplainam e o caminho de um rio costuma desviar-se e os impérios conhecem mutações e estragos e a figura dos astros varia. No firmamento há mudança. A montanha e a estrela são indivíduos e os indivíduos caducam. Busquei algo mais tenaz, mais invulnerável. Pensei nas gerações do cereais, dos pastos, dos pássaros, dos homens. talvez em minha face estivesse escrita a magia, talvez eu mesmo fosse o fim de minha busca. Estava nesse afã quando recordei que o jaguar era um dos atributos do deus.
Então minha alma se encheu de piedade. Imaginei a primeira manhã do tempo, imaginei meu deus confiando a mensagem à pele viva dos jaguares, que se amariam e se gerariam eternamente, em cavernas, em canaviais, em ilhas, para que os últimos homens a recebessem. Imaginei essa rede de tigres, esse quente labirinto de tigres, dando horror aos prados e aos rebanhos para conservar um desenho. Na outra cela havia um jaguar; em sua proximidade percebi uma confirmação de minha conjectura e um secreto favor.
Dediquei longos anos a aprender a ordem e a configuração das manchas. Cada cega jornada me concedia um instante de luz, e assim pude fixar na mente as negras formas que riscavam o pêlo amarelo. Algumas incluíam pontos; outras formavam raias transversais na face inferior das pernas; outras, anulares, se repetiam. Talvez fossem um mesmo som ou uma mesma palavra. Muitas tinham bordas vermelhas.
Não falarei das fadigas de meu labor. Mais de uma vez gritei à abóbada que era impossível decifrar aquele texto. Gradualmente, o enigma concreto que me atarefava me inquietou menos que o enigma genérico de uma sentença escrita por um deus. Que tipo de sentença (perguntei-me) construirá uma mente absoluta? Considerei que mesmo nas linguagens humanas não existe proposição que não envolva um universo inteiro; dizer o tigre é dizer os tigres que o geraram, os cervos e tartarugas que ele devorou, o pasto de que se alimentaram os cervos, a terra que foi a mãe do pasto, o céu que deu luz à terra. Considerei que na linguagem de um deus toda palavra enunciaria essa infinita concatenação dos fatos, e não de um modo implícito, mas explícito, e não de um modo progressivo, mas imediato. Com o tempo, a noção de uma sentença divina pareceu-me pueril ou blasfematória. Um deus, refleti, só deve dizer uma palavra e nessa palavra a plenitude. Nenhum som articulado por ele pode ser inferior ao universo ou menos que a soma do tempo. Sombras ou simulacros desse som, que eqüivale a uma linguagem e a quanto pode significar um linguagem, são as ambiciosas e pobres vozes humanas, tudo, mundo, universo.
Um dia ou uma noite - entre meus dias e minhas noites que diferença existe? - sonhei que no chão do cárcere havia um grão de areia. Voltei a dormir, indiferente; sonhei que despertava e que havia dois grãos de areia. Voltei a dormir, sonhei que os grãos de areia eram três. Foram, assim, multiplicando-se até encher o cárcere e eu morria sob este hemisfério de areia. Compreendi que estava sonhando; com um enorme esforço, despertei. O despertar foi inútil: a inumerável areia me sufocava. Alguém me disse: "Não despertaste para a vigília, mas para um sonho anterior. Esse sonho está dentro de outro, e assim até o infinito, que é o número dos grãos de areia. O caminho que terás que desandar é interminável e morrerás antes de haver despertado realmente".
Senti-me perdido. A areia me enchia a boca, mas grite: "Nenhuma areia sonhada pode matar-me nem existem sonhos dentro de sonhos". Um resplendor me despertou. Na treva superior abria-se um círculo de luz. Via a face e as mãos do carcereiro, a roldana, o cordel, a carne e os cântaros.
Um homem se confunde, gradualmente, com a forma de seu destino; um homem é, afinal, suas circunstâncias. mais que um decifrador ou um vingador, mais que um sacerdote do deus, eu era um encarcerado. Do incansável labirinto de sonhos regressei à dura prisão como à minha casa. Bendisse sua umidade, bendisse seu tigre, bendisse meu velho corpo dolorido, bendisse a treva e a pedra.
Então ocorreu o que não posso esquecer nem comunicar. Ocorreu a união com a divindade, com o universo (não sei se estas palavras diferem). O êxtase não repete seus símbolos; há quem tenha visto Deus num resplendor, há quem o tenha percebido numa espada ou nos círculos de uma rosa. Eu vi uma Roda altíssima, que não estava diante de meus olhos, nem atrás, nem nos lados, mas em todas as partes, a um só tempo. Essa Roda estava feita de água, mas era também de fogo, e era (embora visse a borda) infinita. Entretecidas, formavam-na todas as coisas que serão, que são e que foram, e eu era um dos fios dessa trama total, e Pedro de Alvarado, que me atormentou, era outro. Ali estavam as causas e os efeitos e me bastava ver essa roda para entender tudo, interminavelmente. Oh, felicidade de entender, maior que a de imaginar ou a de sentir! Vi o Universo e vi os íntimos desígnios do universo. Vi as origens narradas pelo Livro do Comum. Vi as montanhas que surgiram na água, vi os primeiros homens com seu bordão, vi as tinalhas que se voltaram contra os homens, vi os cães que lhes desfizeram os rostos. Vi o deus sem face que há por trás dos deuses. Vi infinitos processos que formavam uma só felicidade e, entendendo tudo, consegui também entender a escrita do tigre.
É uma fórmula de catorze palavras casuais (que parecem casuais) e me bastaria dizê-la em voz alta para ser todo-poderoso. Bastaria dizê-la para abolir este cárcere de pedra, para que o dia entrasse em minha noite, para ser jovem, para ser imortal, para que o tigre destruísse Alvarado, para afundar o santo punhal em peitos espanhóis, para reconstruir a pirâmide, para reconstruir o império. Quarenta sílabas, quatorze palavras, e eu, Tzinacan, regeria as terras que Montezuma regeu. Mas eu sei que nunca direi estas palavras, porque eu não me lembro e Tzinacan.
Que morra comigo o mistério que está escrito nos tigres. Quem entreviu o universo, quem entreviu os ardentes desígnios do universo não pode pensar num homem, em suas triviais venturas ou desventuras, mesmo que esse homem seja ele. Esse homem foi ele e agora não lhe importa. Que lhe importa a sorte daquele outro, que lhe importa a nação daquele outro, se ele agora é ninguém? Por isto não pronuncio a fórmula, por isso deixo que os dias me esqueçam, deitado na escuridão.

O Aleph, p.96 - Jorge Luiz Borges- Escritor, poeta e ensaista
William Blake - Ancient of Days (God as an Architect) 1794

quarta-feira, julho 18, 2007

terça-feira, julho 17, 2007

Minduim

Da amizade

When youre down and troubled
And you need a helping hand
And nothing, whoa nothing is going right.
Close your eyes and think of me
And soon I will be there
To brighten up even your darkest nights.

You just call out my name,
And you know whereever I am
Ill come running, oh yeah baby
To see you again.
Winter, spring, summer, or fall,
Ill you have to do is call
And Ill be there, yeah, yeah, yeah.
You've got a friend.

If the sky above you
Should turn dark and full of clouds
And that old north wind should begin to blow
Keep your head together and call my name out loud
And soon I will be knocking upon your door.
You just call out my name
and you know where ever I am
Ill come running to see you again.
Winter, spring, summer or fall
All you got to do is call
And Ill be there, yeah, yeah, yeah.

Hey, aint it good to know that youve got a friend?
People can be so cold.
Theyll hurt you and desert you.
Well theyll take your soul if you let them.
Oh yeah, but dont you let them.

You just call out my name and you know wherever I am
Ill come running to see you again.
Oh babe, dont you know that,
Winter spring summer or fall,
Hey now, all you've got to do is call.
Lord, Ill be there, yes I will.
You've got a friend.
You've got a friend.
Aint it good to know
you've got a friend.
Aint it good to know
you've got a friend.
You've got a friend.
James Taylor
You've got a friend.