Sexta-feira, Julho 10, 2009


Terça-feira, Julho 07, 2009

"amar é morar um no outro"

m.quintana
irisz agocs

Quinta-feira, Junho 25, 2009

O REI DO POP

She was more like a beauty queen from a movie scene
I said dont mind, but what do you mean I am the one
Who will dance on the floor in the round
She said I am the one who will dance on the floor in the round
She told me her name was billie jean, as she caused a scene
Then every head turned with eyes that dreamed of being the one Who will dance on the floor in the round
People always told me be careful of what you do
And dont go around breaking young girls hearts
And mother always told me be careful of who you love
And be careful of what you do cause the lie becomes the truth
Billie jean is not my lover
Shes just a girl who claims that I am the one
But the kid is not my son
She says I am the one, but the kid is not my son
For forty days and forty nights
The law was on her side
But who can stand when shes in demand
Her schemes and plans
cause we danced on the floor in the round
So take my strong advice, just remember to always think twice(do think twice)
She told my baby,we where dancing still 3:00
Then she looked at me, she show me a photo
My baby cried, cause his eyes where like mine
People always told me be careful of what you do
And dont go around breaking young girls hearts
She came and stood right by me
Then the smell of sweet perfume
This happened much too soon
She called me to her room
Billie jean is not my lover
Shes just a girl who claims that I am the one
But the kid is not my son
Billie jean is not my lover
Shes just a girl who claims that I am the one
But the kid is not my son
She says I am the one, but the kid is not my son
She says I am the one, but the kid is not my son
Billie jean is not my lover
Shes just a girl who claims that I am the one
But the kid is not my son
She says I am the one, but the kid is not my son
She says I am the one, she says he is my son
She says I am the one
Billie jean is not my lover
Billie Jean
Written & composed by Michael Jackson

Terça-feira, Junho 23, 2009

rrrrrrrrrrrr

O livro de Vicki Myron conta a história de Dewey Readmore Books, um gatinho que fora abandonado na caixa de coleta da biblioteca de Spencer, Iowa, nos Estados Unidos no rigoroso inverno de 1988, e foi acolhido com muito carinho pela diretora da biblioteca.
O livro terá adaptação no cinema dentro de dois anos, tendo a atriz Meryl Streep no papel da bibliotecária, segundo o site queridos gatos.
Vamos aguardar!!!
"...Já tinham se passado vinte minutos desde que eu tirara o bichinho de dentro da caixa de coleta. Tive bastante tempo para refletir sobre algumas coisas: a prática, que já fora comum, de manter gatos em bibliotecas, meu plano crônico para tornar a biblioteca mais amigável e atraente, a logística de tigelas, comida e detritos de gato, a expressão confiante na cara do gatinho quando ele se enterrou em meu peito e olhou-me nos olhos. Assim, eu estava mais do que preparada quando alguém finalmente perguntou: “O que faremos com ele?”.
“Bem”, respondi como se o pensamento tivesse acabado de me ocorrer, “talvez pudéssemos ficar com ele.”

Domingo, Junho 21, 2009

http://www.butterflypictures.net/index.html
Creio que aqueles que mais entendem de felicidade são as borboletas e as bolhas de sabão...
Ver girar essas pequenas almas leves, loucas, graciosas e que se movem é o que,
de mim, arrancam lágrimas e canções.
Eu só poderia acreditar em um Deus que soubesse dançar.
E quando vi meu demônio, pareceu-me sério, grave, profundo, solene.
Era o espírito da gravidade.
Ele é que faz cair todas as coisas.
Não é com ira, mas com riso que se mata.
Coragem!
Vamos matar o espírito da gravidade!
Eu aprendi a andar.
Desde então, passei por mim a correr.
Eu aprendi a voar.
Desde então, não quero que me empurrem para mudar de lugar.
Agora sou leve, agora vôo, agora vejo por baixo de mim mesmo,
agora um Deus dança em mim!
Nietzsche

Sábado, Junho 20, 2009

Prospero's Books




Prospero’s Books (1991) de Peter Greenaway é uma recriação de "A Tempestade de Shakespeare"

Quarta-feira, Junho 17, 2009

verdades



What if there was no lie
Nothing wrong nothing right
What if there was no time
And no reason or rhyme
What if you should decide
That you don't want me there by your side
That you don't want me there in your life
What if I got it wrongAnd no poem or song
Could put right what I got wrong
Or make you feel I belong
What if you should decide
That you don't want me there by your side
That you don't want me there in your life
Oooh that's rightLet's take a breath jump over the side
Oooh let's try
How can you know it when you don't even try
Oooh that's right
Every step that you take
Could be your big
gest mistake
It could bend or it could break
That's the risk that you take
What if you should decide
That you don't want me there in your life
That you don't want me there by your side
Oooh that's right
Let's take a breath jump over the side
Oooh let's try
How can you know it when you don't even try
Oooh that's right
Oooh thats right
Let's take a breath jump over the side
Oooh let's try
You know that darkness always turns into light
Oooh that's right


What If
Coldplay
Irisz Agocs

Quinta-feira, Junho 04, 2009

Se

Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti, quando estão todos duvidando,
E para esses, no entanto, achares uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares;
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais nem pretensioso;
Se és capaz de pensar, sem que a isso só te atires;
De sonhar, sem fazer dos sonhos teus senhores;
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires
Tratar da mesma forma esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;
Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder, e ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
A dar o que for que neles ainda existe;
E a persistir assim quando exausto, contudo,
Resta a vontade em ti que ainda ordena: “Persiste”!
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
E, entre reis, não perder a naturalidade;
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade;
Se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra, com tudo o que existe no mundo,
E - o que é mais - serás um Homem, meu filho!

Rudyard Kipling foi um novelista,contista e poeta,Kypling é lembrado pela divulgação e celebração do imperialismo e heroísmo britânico na India. Foi o primeiro escritor inglês a receber o Nobel de Literatura, em 1907. Seus escritos mais populares são THE JUNGLE BOOK (1894) and the JUST SO STORIES,(1902), este último contendo uma coletânea de lindas estórias sobre como os animais se trasnformaram no que são hoje. Nascido em Bombaim na India, é considerado inglês, porque a India, na época, pertencia ao Reino Unido.

Terça-feira, Maio 12, 2009

Para sempre

"embora um pouco atrasado, para as queridas mamães: verinha, fatima, bernadete, olinda, neuza, milza, cristina, vanessa, thais, carminha, dri, renata.........................
que sejam todos os dias seu dia"





Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.


Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Drummond
il. irisz agocs

Sábado, Maio 09, 2009

a arte surrealista de Vladmir Kusch





http://www.vladimirkush.com/

Quinta-feira, Abril 30, 2009

Quanto mais envelhecia, quanto mais insípidas me pareciam as pequenas satisfações que a vida me dava, tanto mais claramente compreendia onde eu deveria procurar a fonte das alegrias da vida.
Aprendi que ser amado não é nada, enquanto amar é tudo (...).
O dinheiro não era nada, o poder não era nada.
Vi tanta gente que tinha dinheiro e poder, e mesmo assim era infeliz.
A beleza não era nada.
Vi homens e mulheres belos, infelizes, apesar de sua beleza.
Também a saúde não contava tanto assim.
Cada um tem a saúde que sente.
Havia doentes cheios de vontade de viver e havia sadios que definhavam angustiados pelo medo de sofrer.


A felicidade é amor, só isto.
Feliz é quem sabe amar.
Feliz é quem pode amar muito.

Mas amar e desejar não é a mesma coisa.
O amor é o desejo que atingiu a sabedoria.
O amor não quer possuir.
O amor quer somente amar.




Hermann Hesse


(Para ler e pensar)

A ave do meu sonho seguiria em busca do amigo...

"A ave sai do ovo.
O ovo é o mundo.
Quem quiser nascer tem que destruir um mundo.
A ave voa para Deus.
E o deus se chama Abraxas!"

Hermann Hesse

(capítulo quinto, Demian)

Quinta-feira, Abril 23, 2009

Miau

Ode aos gatos
Artur da Távola


"Bichos polêmicos sem o querer, porque sábios, mas inquietantes, talvez por isso.
Nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece.
O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor. Só as saudáveis.
Lembrei, então, de dizer, dos gatos, o que a observação de alguns anos me deu. Quem sabe, talvez, ocorra o milagre de iluminar um coração a eles fechado? Quem sabe, entendendo-os melhor, estabelece-se um grau de compreensão, uma possibilidade de luz e vida onde há ódio e temor? Quem sabe São Francisco de Assis não está por trás do Mago Merlin, soprando-me o artigo?
Já viu gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens de um pilantra que vive à custa dele? Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança a valsa no circo. O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono e faz a gentileza de ganhar a vida por ele. O leão e o tigre se amesquinham na jaula. Gato não. Ele só aceita uma relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele dependente, é chamado de arrogante, egoísta, safado, espertalhão ou falso. “Falso", porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser.
O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio, é espelho. O gato é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer. Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se.
Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige.
Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano, mas se comporta como um lorde inglês.
Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago.
A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.
O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós). Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos, ele se afasta. Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele não está ali". Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.
O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relacionam-se com fluidos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente ao nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério.
O gato é um monge portátil à disposição de quem o saiba perceber.
Monge, sim, refinado, silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas.
O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega atenção. Desatentos não agradam os gatos. Barulhos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação, quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato!
Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo.
O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo.
Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra. Lição de religiosidade sem ícones. Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade. Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.
O gato é uma chance de interiorização e sabedoria posta pelo mistério à disposição do homem."


Sexta-feira, Abril 17, 2009

Para gostar de ler

"23 de abril Dia Mundial do Livro"







“ Quem lê exibe nos olhos páginas de brilho e uma discreta crença nos milagres, na força do encantamento. Quem lê puxa o charme e a sardinha para si, e realmente enche os olhos com intermináveis adesivos de novidades e tem sempre um sorriso inusitado para abrir. Adquire autoconfiança e recupera a vivacidade, o lirismo, o mistério.
A realidade interna de quem lê não tem limites e o próprio ato de ler alarga a espiritualidade, propicia felicidade e coloca as respostas e soluções de que o leitor precisa a seus pés.”
"Colcha de Leituras: unindo amores, alinhando leitores” - Jonas Ribeiro
Image: Jean Honoré Fragonard - "boy reading book"- 1776
"Quem sabe ler um pingo é letra! e o mundo uma ervilha!!!!!!!"
"Quem sabe ler um pingo é letra, e o mundo uma ervilha!!!!!!!"
malu

Terça-feira, Abril 14, 2009

Esperança

"Venha, meu coração esta com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça:
Venha que o que vem é perfeição...

Quinta-feira, Março 19, 2009

como uma viagem de trem...

Dia desses, li um livro que comparava a vida
a uma viagem de trem. Uma comparação extremamente interessante, quando bem interpretada. Interessante, porque nossa vida é como uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, de pequenos acidentes pelo caminho, de surpresas agradáveis com alguns embarques e de tristezas com os desembarques. Quando nascemos ao embarcarmos nesse trem, encontramos duas pessoas que, acreditamos que farão conosco a viagem até o fim : Nossos pais. Não é verdade.
Infelizmente em alguma estação, eles desembarcam, deixando-nos órfãos de seus carinho, proteção,amor e afeto.
Mas isso não impede que durante a viagem, embarquem pessoas interessantes que virão ser especiais para nós: nossos irmãos, amigos e amores. Muitas pessoas tomam esse trem a passeio. Outras fazem a viagem experimentando somente tristezas. E no trem há, também, outras que passam de vagão em vagão, prontas para ajudar quem precisa .
Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros acomodam-se em vagões diferentes do nosso. Isso nos obriga a fazer essa viagem separados deles. Mas isso não nos impede de, com grande dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegar até eles. O difícil é aceitarmos que não podemos sentar ao seu lado, pois outra pessoa estará ocupando esse lugar. Essa viagem é assim : cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques. Sabemos que esse trem jámais volta.
Façamos dessa viagem da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos, procurando em cada um o que tem de melhor, lembrando sempre que ,em algum momento do trajeto poderão fraquejar, e provavelmente ,precisamos entender isso. Nós mesmo fraquejamos algumas vezes. E, certamente ,alguém nos entendera.
O grande misterio é que não sabemos em qual parada desceremos. E fico pensando: Quando eu descer desse trem sentirei saudades ? Sim.
Deixar meus filhos viajando sozinhos será muito triste, separar-me dos amigos que nele fiz, do amor da minha vida, será dolorido.
Mas me agarro na esperança de que em algum momento, estarei na estação principal, e terei a emoção de ve-los chegar com sua bagagem, que não tinham quando embarcaram. E o que me deixará feliz é saber que de alguma forma, eu colaborei para que essa bagagem tenha crescido e se tornado valiosa.
Agora nesse momento, o trem diminui sua velocidade para que embarquem e desembarquem pessoas. Minha perspectiva aumenta, à medida que o trem vai diminuindo a velocidade.. Quem entrará? Quem sairá?
Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem, não só como a representação da morte, mas, também ,como o término de uma história ,de algo que duas ou mais pessoas construiram e que, por motivo ínfimo deixaram desmoronar.
Fico feliz em saber que certas pessoas como nós, têm a capacidade de reconstruir para recomeçar. Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver, é tirar o melhor de "todos os passageiros".
desconheço a autoria

Sexta-feira, Março 13, 2009

o amor quando se revela...

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente

sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,

Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;

Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe

O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...

Fernando Pessoa - O amor

ilust: http://www.kurthalsey.com/


Quinta-feira, Março 12, 2009

Dia do bibliotecário

Brinque de vestir a bibliotecária


As novas tecnologias chegaram, e novas formas de gerenciamento da informação também!!!

A bibliotecária deixou de ser aquela figura séria que apenas organiza os livros na estante!

O site Librarian Dress Up! ajuda você a quebrar esse estereótipo.

Basta arrastar as roupinhas e mudar o visual!

Este post peguei emprestado do Alessandro no blog:

http://livroseafins.com/2008/02/08/brinque-de-vestir-a-bibliotecaria/

Terça-feira, Março 10, 2009

brincar de viver


Quem me chamou?
Quem vai querer
Voltar pro ninho
Redescobrir seu lugar...
Prá retornar
E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar...
Você verá que é mesmo assim
Que a história não tem fim
Continua sempre que você
Responde "sim"
A sua imaginação
A arte de sorrir
Cada vez que o mundo
Diz "não"...
Você verá
Que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver...
Não esquecer
Ninguém é o centro do universo
Assim é maior o prazer..
Você verá que é mesmo assim
Que a história não tem fim
Continua sempre que você
Responde "sim"
A sua imaginação
A arte de sorrir
Cada vez que o mundo
Diz "não"...
E eu desejo amar
A todos que eu cruzar
Pelo meu caminho
Como eu sou feliz
Eu quero ver feliz
Quem andar comigo...
Vem!
Agora é brincar de viver!
Agora é brincar de viver!...
canção:Guilherme Arantes
ilust. irisz agocs

Terça-feira, Março 03, 2009

Aprendiz de amigo

Quero ser teu amigo
Nem demais e nem de menos
Nem tão longe e nem tão perto
Na medida mais precisa que eu puder
Mas amar-te como próximo, sem medida,
E ficar sempre em tua vida
Da maneira mais discreta que eu souber
Sem tirar-te a liberdade
Sem jamais te sufocar
Sem forçar a tua vontade
Sem falar quando for a hora de calar
E sem calar quando for a hora de falar
Nem ausente nem presente por demais,
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo,
Mas confesso,
É tão difícil aprender,
Por isso, eu te peço paciência
Vou encher este teu rosto
De alegrias, lembranças!
Dê-me tempo
De acertar nossas distancias!

Fernando Pessoa



...Não há tempo consumido
Nem tempo a economizar.
O tempo é todo vestido
De amor e tempo de amar.
O meu tempo, e o teu, amada,
Transcendem qualquer medida.
Além do amor não há nada,
Amar é o sumo da vida!
Drummond

Domingo, Março 01, 2009

arte nas mãos

O artista italiano GUIDO DANIELE é conhecido por usar mãos humanas como tela para pintar figuras de animais. Ele começou a desenvolver essa inusitada técnica artística em 2001, depois de pintar a cabeça de um animal na mão de uma modelo. O artista leva de duas a dez horas para completar o trabalho, dependendo do grau de complexidade.



para se amar de verdade

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome…Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é…Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de… Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é… Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.Hoje sei que se chama… Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.Hoje sei que isso é… Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes.Hoje descobri a… Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro.
Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é…Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.Tudo isso é… Saber viver!!!

Embora esse lindo texto muitas vezes seja atribuído a Charlie Chaplin, não é, e sim de Kim McMillen. Mas, de qualque maneira, poderia sim ter sido escrito pelo grande ator e diretor.

maiores informações aqui:http://charliechaplin.wordpress.com/

site dedicado aos admiradores e pesquisadores da obra do estimado ator e diretor Charlie Chaplin.

RenéMagritte
promisse bird




Segunda-feira, Fevereiro 23, 2009

suedehead

Why do you come here ?
And why do you hang around ?
I'm so sorry I'm so sorry
Why do you come here
When you know it makes things hard for me ?
When you know, oh Why do you come ?
Why do you telephone ? (Hmm...)
And why send me silly notes ?
I'm so sorry I'm so sorry
Why do you come here
When you know it makes things hard for me ?
When you know, oh
Why do you come ?
You had to sneak into my room 'just' to read my diary
"It was just to see, just to see" (All the things you knew I'd written about you...)
Oh, so many illustrations
Oh, but I'm so very sickened
Oh, I am so sickened now
Oh, it was a good lay, good lay
It was a good lay, good lay
Suedehead-Morrissey
Irissz Agocs

Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009

Amor mais amoroso do que o amor

Para construir a paz é preciso uma ética da amizade


Esta expressão, que parece envolver um pleonasmo ou contradição de termos, me veio à mente ao ler algumas citações de Nietzsche sobre a amizade. Esta semana começou com o 14 de fevereiro, consagrado internacionalmente como “dia da amizade”. O mundo atual fala muito de amor, com acertos e, às vezes, com alguma confusão. Raramente fala de amizade. Entretanto, se queremos aprofundar, cada vez mais, uma cultura de paz, um elemento a ser desenvolvido é uma ética da amizade. Por isso, convido vocês a juntos refletir sobre o papel que temos na vida das pessoas amigas; e estas, em nossa vida pessoal. Já contei aqui, mas sempre gosto de recordar que, uma vez, visitando uma comunidade indígena, entrevistei o mais velho do grupo. Ele aceitou responder minhas perguntas e contar algo de sua cultura. Senti que confiou em mim e se abriu. Marcamos um encontro para o dia seguinte de manhã. Já nos despedíamos, quando ele me perguntou:– Aonde vamos nos encontrar?Respondi:– Posso ir à sua casa. Ele me olhou com simpatia, mas me disse sem qualquer tom de censura:– Quando formos amigos, eu o convidarei para entrar em minha casa.Em nossa sociedade, já não há mais ritos nem respeito ao necessário processo para o aprofundamento de uma relação. Há mais de 50 anos, Saint Exupery escrevia “O Pequeno Príncipe”. Nesta parábola que percorreu o mundo, o principezinho dizia à raposa: “O essencial é invisível aos olhos... Cativar é criar laços. Para ser amigo, é preciso cativar. Isso exige tempo. As pessoas querem comprar tudo pronto nas lojas. Como não existe loja de amigos, as pessoas não têm mais amigos”.A fraternidade e o amor ao próximo são propostas universais. Somos todos irmãos e irmãs e devemos nos relacionar como tal. Já a amizade é uma relação privilegiada e particular entre pessoas que se escolhem como companheiros e parceiros de vida. Colegas se encontram, por acaso, ao estudarem na mesma classe ou trabalharem na mesma firma. Companheiros e camaradas se fazem em torno de uma causa comum. Às vezes, colegas e companheiros se tornam amigos. Mas, este é um processo livre e gratuito. Amigos se elegem para uma aliança de vida que toca verdadeiramente na interioridade de cada um, expressa-se pelo acolhimento interior um do outro e se exercita na capacidade de convívio entre pessoas diferentes. Qualquer pessoa que conhece melhor outra tende a construir logo pontos de identificação comum. “Você é de tal região. Eu também. Temos os mesmos gostos. Sobre tais e tais pontos, temos o mesmo pensamento”. Este caminho é natural, mas é enganoso. Quem entra neste jogo, logo descobre que cada pessoa é radicalmente diferente da outra. Não adianta buscar um mínimo-denominador-comum. Mesmo se há pontos de semelhança, o que pode me aproximar de você com mais profundidade e sinceridade não é o fato de que somos, em muitas coisas, semelhantes e sim a plena aceitação das diferenças, assumidas, não apenas como um respeito distante e sim como um compromisso de caminhar juntos, sabendo que as diferenças podem nos dividir, mas podem também (e isso é a tarefa da amizade) nos unir e permitir que façamos juntos, como dizia alguém: “coisas belas e difíceis”.O segredo da amizade é tornar as pessoas capazes de se sentir unidas uma à outra, não a partir das igualdades e pontos em comum, mas exatamente das diferenças mútuas. Sobre este assunto, os textos que, ultimamente mais me impressionaram são citações de importantes obras de Friedrich Nietzsche. Ele critica a idéia comum de que o amor conjugal seja direito de propriedade de uma pessoa sobre a outra e denuncia esta pulsão das pessoas quererem se apropriar da outra em nome do amor. Ricardo Reis, um dos heterônimos de Fernando Pessoa também se queixa desse sentimento: “Não só quem nos odeia ou nos inveja nos limita e oprime. Quem nos ama não menos nos limita”. Nietzsche chega a dizer que, na sociedade vigente, o amor sexual é a expressão mais natural do egoísmo humano. De repente, pondera: “Existe no mundo, aqui e ali, uma espécie de dominação do amor, na qual a ambiciosa ânsia que duas pessoas têm uma pela outra dá lugar a um novo desejo e cobiça, a uma elevada sede conjunta de um ideal acima delas. Mas, quem conhece tal amor? Quem o experimentou? Seu verdadeiro nome é amizade” (A Gaia Ciência, I, 14). “A verdadeira amizade nasce quando se tem o outro em grande estima, maior do que a que temos por nós mesmos. Aí procuramos amar, cuidando prudentemente de não cair em uma intimidade que possa ser invasiva e chegar a confundir o eu e o tu” (Humano demasiadamente humano, II, 1).De fato, não existe possibilidade de desenvolver um eu sem o tu. Emanuel Levinas chega a dizer que é o outro que me restitui a mim mesmo e me possibilita ser eu. Por isso, é importante que a amizade não ceda à ânsia natural da identificação, da fusão, da confusão entre o tu e o eu. Martin Buber afirma: “Eu não experiencio o ser humano a quem digo Tu. Entro em relação com ele no santuário da palavra-princípio”. Relações afetivas nas quais as pessoas se tornam emocionalmente dependentes uma da outra e parece que cuidam de manter esta dependência – seja emocional, sexual ou mesmo apenas intelectual – são, de qualquer forma, relações. Podem ser passos que ajudam as pessoas a saírem do seu isolamento selvagem e o seu medo de relacionar-se. Entretanto, se quiserem se tornar verdadeiras e profundas amizades, têm de descobrir o caminho da alteridade, o respeito amoroso da distância mútua, da autonomia fundamental de cada um. Essa arte de fazer acordos na discordância e poder sentir-se unidos nas diferenças é uma dimensão de descoberta do outro e de educação afetiva que possibilita o caminho comum. Mesmo casais e pessoas que vivem o compromisso do amor conjugal ganhariam em assumir o fato de que entre um ser humano e outro, mesmo o mais íntimo e próximo, existe uma distância infinita que não pode ser escamoteada e só será verdadeiramente transposta através de pontes e alianças sinceras e não de transferências afetivas e conquistas baratas. Talvez alguém, lendo esta reflexão, pense que amizade é uma coisa complicada. De fato, como dizia o Riobaldo do “Grande Sertão Veredas”, “viver é muito complicado”, mas vale a pena o esforço porque quem consegue aprofundar este caminho da amizade pode confirmar: é uma alegria imensa, um prazer que nenhum filósofo será capaz de descrever. Nos “Provérbios do Inferno”, diz William Blake: “O pássaro, um ninho; a aranha, uma teia, o ser humano, a amizade”. Para mim e para muita gente, o caminho do aprofundamento da amizade é uma opção espiritual. Para os cristãos, Jesus Cristo é mediador da nossa relação com Deus e também das nossas relações de amizade. Ele nos faz descobrir o rosto divino presente no outro; e esta outra pessoa (o amigo) nos ajuda a aprimorar e viver com mais intensidade o melhor que existe dentro de nós mesmos.

Esta excelente matéria é de autoria de Marcelo Barros, ele é monge beneditino, escritor e teólogo brasileiro, extraída da ADITAL Agência de Informação Frei Tito para a América Latina.
vivo tão intensamente o momento presente...
que quase chego atrasada ao momento seguinte...
iriszagocs
r.apoema

Terça-feira, Fevereiro 17, 2009

´pra você


se quiser ver mais do trabalho da artista Irisz Agocs, pode visitar seu Flickr, seu blog e seu website.

o meu olhar

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momentoPara a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo.
Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia;
tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...


Alberto Caieiro

Segunda-feira, Fevereiro 16, 2009

"Não há diferenças fundamentais entre o homem e os animais nas suas faculdades mentais (…) os animais, como os homens, demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento. "

(Charles Darwin)

você

Não sei...
Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura...
Enquanto dura
CoraCoralina
desenho:irisz argocs

If...

irisz agocs

Sexta-feira, Janeiro 09, 2009

2009













imagens: filme:crianças invisíveis/menino em gaza
A PAZ EM VARIOS IDIOMAS

Abenaki OLAKAMIGENOKA
Afrikaans VREDE
Akan ASOMDWOE
Akkadian SALMU
Alabama ITTIMOKLA
Albanês PAQE
Algonquin WAKI IJIWEBISI
Alsaciano FRIEDE
Amharic SELAM
Árabe SALAM
Aranese PATZ
Armenio ASHKHARH
Assamese SHANTI
Aymara HACANA
Bemba MUTENDEN
Basque (Euzkera) BAKEA
Bavariano FRIDN
Batak PARDAMEAN
Belorusso PAKOJ
Bengali SHANTI
Bhojpuri SHANTI
Bislama PIS
Blackfoot INNAIHTSIIYA
Bosniano MIR
Bretão PEOCH
Búlgaro MIR
Buli GOOM-JIGI
Burmese NYEIN CHAN YAY
Cantonês PENG ON
Carolinian GUNNAMMWEY
Catalão PAU
Cebuano KALINAW
Chamorro MINAGGEM
Checo MIR
Cheyenne NANOMONSETOTSE
Chewa MTENDERE
Chinês HE-PING
Choctaw ACHUKMA
Chontal AYLOBAHA GAFULEYA
Chuuk KUNAMMWEY
Comanche TSUMUKIKATU
Corsican (north) PACE
Corsican (south) PACI
Creole PAIX
Crio PIS
Dari SULH
Dinamarquês FRED
Duala MUSANGO
Egípcio HETEP
Ekari MUKA MUKA
Eslovaco MIER
Esloveno MIR
Esperanto PACO
Esquimó ERKIGSNEK
Estoniano RAHU
Faeroese FRIDUR
Fanagolo KUTULA
Farsi (Persa) SOLH
Fijiano VAKACEGU
Filipino PASENSIYA
Finlandês RAUHA
Flemish VREDE
Fon FIFA
Francês PAIX
Francês (antigo) PAIS
Fresian FRED
Fula JAM
Gaelico-Irlandês SIOCHAIN
Gaelico-Escocês SIOCHAINT
Galiciano PAZ
Alemão FRIEDEN
Gikuyu THAYU
Grego EIPHNH
Greenlandic EQQISAQATIGIINEQ
Guarani PYGUAPY
Gujarati SHANTI
Halaka PEGDUB
Hausa LUMANA
Hawaiano MALUHIA
Hebreu SHALOM
Hindi SHANTI
Hokkien TAI PENG
Holandês VREDE
Hopi I-NU-MU (=peaceful)
Húngaro BEKE
Icelandic FRIDUR
Icelandic(older) FRIDR
Igbo UDO
Ila CHIBANDA
Indonésio DAMAI
Inglês PEACE
Inuktitut ANUSDAKE
Italiano PACE
Japonês HEIWA
Javanês RUKUN
Kannada SHANTI
Kazakh MIR
Kekchi TUKTUQUIL USILAL
Khmer(Cambodjano) SANTEKPHEP
Kinyarwanda AMAHORO
Kirundi AMAHORO
Klingon ROJ
Koasati ILIFAYKA
Coreano PYOUNG-HWA
Kosati ILIFAYKA
Kurdish ASHTI
Kusaiean MIHS
Lakota WOWANWA
Lao MITSUMPUN
Latim PAX
Latvian MIERS
Lingala KIMIA
Lithuanian TAIKA
Lojban PANPI
Luganda EMIREMBE
Magindanain KALILINTAD
Mahican ANACHEMOWEGAN
Malagasi FANDRIAMPAHALAMANA
Malay KEAMANAN (SALAM DAMAI?)
Malgache FANDRIAMPAHALEMANA
Maltês PACIMandarim HA-PIN
Manobo LINEWMaori RONGO
Mapundungun UVCHIN
Maranao DIAKATRA
Marshallese AENOMMAN
Mentaiwan PERDAMIA
MMetis Cree PEYAHTUKE YIMOWIN
Micmac WONTOKODE
Miskito KUPIA KUMI LAKA
Mokilese ONPEK
Mongo BEOTO
Mongolian ENKH TAIVAN (?)
Mossi LAFI
Munsterian ECHNAHCATON
Navajo KE
Nepali SAANTI
Nez Perce EYEWI
Nhengatu TECOCATU
Norueguês FRED
Ntomba NYE
Nyanja MTENDERE
Ojibwe BANGAN (=to be peaceful)
Otomi HMETHO
Palauan BUDECH
Pali NIRUDHO
Papago DODOLIMDAG
Pashto AMNIAT
Pintupi YATANPA
Polonês POKOJ
Ponapean MELELILEI
Português PAZ
Potawatomi ETOKMITEK
Punjabi SHANTI
Pustu SULA
Quechua CASILLA (?)
Rapanui KIBA KIBA
Romanês PACE
Romansch PASCH
Ruanda NIMUHORE
Rundi AMAHORO
Russo MIR
Saa DAILAMA
Sami RAFAIDUHHTIT
Samoano FILEMU
Sanskrit SHANTIH
Sardinian PACHE
Servio MIR
Sesotho KHOTSO
Setswana KAGISO
Shona RUNYARO
Shinhala SAMAYA
Sioux WOOKEYEH
Siswati KUTHULA
Somali NABAD
Espanhol PAZ
Srilankan SAAMAYA
Sueco FRED
Swahili USALAMA (SALAMA?)
Tagalog KAPAYAPAAN
Tamazight(Berber) TALWIT
Tamil SAMADAANAM
Tangut NEI
Tatar DUSLIK
Telugu SHANTI
Thai SANTIPAB
Thiraro MBUKUSHI
Tibetano ZHIDE
Tlingit LI-KEI
Tongan MELINO
Truk KUNAMMWEY
Tsalagi NVWHTOHIYADA
Tswana KHOTSO
Turco PARAHATCYLYK
Twi-Akan ASOMDWEE
Ucraniano MIR
Uighur SAQ
Urdu AMAN
Uzbek TINCHLIK
Verlent PAXTEM
Vietnamita HOA BINH
Welsh HEDD
Wintu MINA
Woleaian GUMUND
Xhosa UXOLO
Yiddish SHULAM
Yoruba ALAAFIA
Yue SAI GAAI OH PIHNG
Zapotec LAYENI
Zulu HULA (UXOLO?)


Se encontrarem em algum idioma que não esteja aqui, comente

Terça-feira, Novembro 18, 2008



"Se você pode sonhá-lo você pode fazê-lo."
(Walt Disney)

Sexta-feira, Novembro 07, 2008

O Tempo e o rio



O tempo é a
Substância de que sou feito.
O tempo é um rio que me arrebata,
Mas eu sou o rio

Jorge Luis Borges
Pintura: Salvador Dali

Sexta-feira, Outubro 31, 2008

Saci-pererê


A Lenda do Saci data do fim do século XVIII.
Durante a escravidão, as amas-secas e os caboclos-velhos assustavam as crianças com os relatos das travessuras dele. Seu nome no Brasil é origem Tupi Guarani. Em muitas regiões do Brasil, o Saci é considerado um ser brincalhão enquanto que em outros lugares ele é visto como um ser maligno.
É uma criança, um negrinho de uma perna só que fuma um cachimbo e usa na cabeça uma carapuça vermelha que lhe dá poderes mágicos, como o de desaparecer e aparecer onde quiser. Existem 3 tipos de Sacis: O Pererê, que é pretinho, O Trique, moreno e brincalhão e o Saçurá, que tem olhos vermelhos. Ele também se transforma numa ave chamada Matiaperê cujo assobio melancólico dificílmente se sabe de onde vem.
Ele adora fazer pequenas travessuras, como esconder brinquedos, soltar animais dos currais, derramar sal nas cozinhas, fazer tranças nas crinas dos cavalos, etc. Diz a crença popular que dentro de todo redemoinho de vento existe um Saci. Ele não atravessa córregos nem riachos. Alguém perseguido por ele, deve jogar cordas com nós em seu caminho que ele vai parar para desatar os nós, deixando que a pessoa fuja.
Diz a lenda que, se alguém jogar dentro do redemoinho um rosário de mato bento ou uma peneira, pode capturá-lo, e se conseguir sua carapuça, será recompensado com a realização de um desejo.
Saci-PererêNomes comuns: Saci-Cererê, Saci-Trique, Saçurá, Matimpererê, Matintaperera, etc. Origem Provável: Os primeiros relatos são da Região Sudeste, datando do Século XIX, em Minas e São Paulo, mas em Portugal há relatos de uma entidade semelhante. Este mito não existia no Brasil Colonial. Entre os Tupinambás, uma ave chamada Matintaperera, com o tempo, passou a se chamar Saci-pererê, e deixou de ser ave para se tornar um caboclinho preto de uma só perna, que aparecia aos viajantes perdidos nas matas. Também de acordo com a região, ele sofre algumas modificações: Por exemplo, dizem que ele tem as mãoa furadas no centro, e que sua maior diversão é jogar uma brasa para o alto para que esta atravesse os furos. Outros dizem que ele faz isso com uma moeda. Há uma versão que diz que o Caipora, é seu Pai.
Dizem também que ele, na verdade eles, um bando de Sacis, costumam se reunir à noite para planejarem as travessuras que vão fazer. Ele tem o poder de se transformar no que quizer. Assim, ora aparece acompanhado de uma horrível megera, ora sozinho, ora como uma ave.

Sexta-feira, Setembro 05, 2008

Bons Amigos


"Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem
pedir.

Porque amigo não se pede, não se compra, nem se
vende.

Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com
o olhar.

Porque amigo não se cala, não questiona, nem se
rende.

Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o
ombro pra chorar.

Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua
verdade ou te apontam a realidade.

Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o
chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes,
verdadeiros.

Porque amigos são herdeiros da real
sagacidade.

Ter amigos é a melhor
cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm
espinho,

Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm
rosas!"

100 Anos sem Joaquim Maria Machado de Assis,

"O melhor" cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta brasileiro!

Ilustração do Projeto Educacional Popular Machado de Assis

Sexta-feira, Agosto 08, 2008

Infinito


"Para ver o mundo num grão de areia

E o céu numa flor silvestre,

Segura o infinito na palma da tua mão

E a eternidade numa hora".

William Blake

Sexta-feira, Julho 18, 2008


broken heart




"Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro, Que dissesse a chorar isto que sinto!"

Florbela Espanca

Sexta-feira, Julho 11, 2008

lerolinho

Quinta-feira, Julho 10, 2008

A Arte Surreal de René Magritte

Nietzsche - a construção do Zaratustra

"O homem é corda distendida entre o animal e o super-homem:
uma corda sobre um abismo;
travessia perigosa, temerário caminhar,
perigosos olhar para trás,
perigoso tremer e parar."
Nietzsche "Assim falou Zaratustra", 1883
“A ponte de Heráclito”, 1935 por René Magritte.

Sexta-feira, Julho 04, 2008

Sexta-feira, Junho 13, 2008

Memória


Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão


Drummond

Terça-feira, Abril 15, 2008

Artista do dia

réplica de bicicleta projetado por Da Vinci
"De tempos em tempos, o Céu nos envia alguém que não é apenas humano, mas também divino, de modo que, através de seu espírito e da superioridade desua inteligência, possamos atingir o Céu"
Visari ( século XVI).
Leonardo di ser Piero da Vinci (Anchiano, 15 de Abril (Calendário Juliano) ou 25 de Abril (Calendário Gregoriano) de 1452Cloux, Amboise, 2 de Maio de 1519)
É considerado um dos maiores gênios da história da humanidade

Quarta-feira, Março 12, 2008

Dia do Bibliotecário

Quem disse que os bibliotecários são pessoas obscuras, ignoradas, que passam a vida em uma biblioteca, sem pena e sem glória?
Vejam que interessante este texto escrito por um bibliotecário costarriquenho chamado Alvaro Perez:
"Hoje me encontrei com um colega na Biblioteca Carlos Monge Alfaro. Dizia-me ele que nós, bibliotecários, podemos ganhar dinheiro, pois lidamos com a informação. Por dinheiro referia-se a uma quantidade considerável, não uns centavinhos.
"Disse-lhe que escreveria sobre a vida de bibliotecário famosos, esperando assim encontrar uma relação entre a informação que manejamos e o que poderíamos ganhar como bibliotecários.
"Desafortunadamente, após a investigação, não apareceram como bibliotecários pessoas como Bill Gates, Nelson Rockfeller, Howard Hughes Ford, etc.
"É certo que trabalhamos com informação, mas no mais das vezes não a vinculamos a conhecimento. O conhecimento, como tal, inclui o obsoleto e também aquele que faz a diferença entre uma sociedade e outra, entre uma pessoa e outra.
"Na realidade este tema é bastante amplo e prefiro parar aqui. Tudo é informação, mas informação que se traduza em muito dinheiro, isso é outra coisa.
"O que têm em comum as seguintes pessoas famosas: Casanova, J. Edgar Hoover e Mao Tsé-Tung?
Se a resposta for que eles trabalharam anonimamente em algum momento de suas carreiras, estará parcialmente correta. Em algum momento de suas vidas eles trabalharam em bibliotecas. São bibliotecários famosos, ainda que não como bibliotecários.
"Os bibliotecários são especialistas em localizar, adquirir e armazenar e recuperar informação, mas não é isso o que fazem todos os dias? Muita gente famosa trabalhava em biblioteca ou estava relacionada com sua implantação e desenvolvimento.
"Casanova atuou por 13 anos como bibliotecário no castelo do Conde Waldstein, na Boêmia, provavelmente baseado no lema de que 'os bibliotecários são apaixonados por novelas'.
"Hoover trabalhou como catalogador da Biblioteca do Congresso por cinco anos antes de se transferir para seu emprego mais conhecido, de diretor do FBI.
"Mao passou um tempo na seção de periódicos da biblioteca da Universidade de Beijing antes de ser presidente do Partido Comunista Chinês.
"Os livros têm sido vistos como fontes de idéias perigosas. As longas horas que Marx passou na biblioteca do Museu Britânico são um recorde (visto em número de horas). Esse é um exemplo da influência do bibliotecário e da biblioteca na área política.
"Engels, colaborador de Marx, também trabalhou em bibliotecas.
"Antonio Panizzi, político italiano exilado na Inglaterra, chegou a ser bibliotecário-chefe da biblioteca do museu Britânico. De volta à Itália, foi senador.
"As bibliotecárias servem de ilustração para dizer que atrás de um grande homem há uma grande mulher.
"Nadezhda Krupskaia fundou o sistema bibliotecário soviético. Além disso, escreveu e fez palestras sobre a importância das bibliotecas e da leitura na sociedade socialista. Foi uma figura importante na Revolução Russa, além de esposa de Lenin.
"Também famosa foi Golda Meir, bibliotecária em uma biblioteca pública em Milwualkee e em seguida primeira-ministro de Israel.
"O novelista inglês John Briane também foi bibliotecário em uma biblioteca pública.
"Jorge Luis Borges, que bem merecera o Prêmio Nobel de Literatura, trabalhou como bibliotecário até ser despedido pela ditadura Perón. Mais tarde foi nomeado diretor da biblioteca nacional de seu país (Argentina).
"Outras figuras importantes a citar: o novelista sueco August Strindberg, o multitalentoso Goethe e os irmãos Grimm. O compositor francês Berlioz (30 anos no Conservatório da Biblioteca de Paris) é o melhor bibliotecário artista conhecido.
"E o que dizer da Igreja?
"São Benedito foi importante no desenvolvimento de bibliotecas monásticas, começando com a de Monte Cassino. Mas ele não estava só: ao menos seis papas trabalharam em bibliotecas: Marcelo II (1555), Nicolás V (1447-55), Paulo V (1605-21), Pio II (1458-64), Pio VII (1800-23) e Pio XI (1922-39).
"Os filósofos Hume e Kant eram bibliotecários. Alexander Solzhenitsyn foi bibliotecário na prisão, enquanto cumpria sua sentença por criticar Stalin."


Juan Manoel Pineda, bibliotecário referencista do Instituto Universitário de Córdoba, Argentina
Tradução de Elieser Marques

Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008

Pedido especial







"Papai do Céu,
me dá um namorado
lindo,(rico) fiel, gentil e tarado...




R.Lee

Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008

Dia do Livro Didático

27 de fevereiro - Dia Nacional do Livro Didático

O governo brasileiro instituiu o Dia Nacional do Livro Didático para nos lembrar deste importante instrumento de aprendizado. O que seria da gente sem o livro didático? É ele que traz todas as descobertas e o conhecimento do mundo para dentro de nossa cabeça. Graças ao livro didático, aprendemos a cada dia uma nova lição!

Terça-feira, Fevereiro 19, 2008


De tal modo me converti na ficção de mim
mesmo que qualquer sentimento natural que eu
tenho, desde logo, desde que nasce, se me transforma
num sentimento da imaginação - a memória em
sonho, o sonho em esquecer-me dele, o conhecer-me
em não pensar em mim.

Fernando Pessoa

Sexta-feira, Fevereiro 15, 2008

Vôo




Voa, que há liberdade,
Voa por inteiro,
escuta tua vontade,
Voa em devaneio,
abandona a sanidade,
Voa o vôo do nobre anseio,
e retorna quando der saudade...


Rafael Vecchio

Quinta-feira, Janeiro 24, 2008

PAZ



Ensinamentos Para Um Mundo Melhor




Quando me apresso em corrigir defeitos nos outros, é porque não consegui corrigi-lo em mim mesmo.
Quando cometo atos com a pretensão de convencer o outro, eu duvido de mim mesmo.
Quando vivencio uma luta contra o mundo, estou negando a responsabilidade pelas minhas próprias criações.
Quando me sinto só e isolado, não consegui perdoar.
Quando os fatos se repetem por si mesmos em minha vida, há algo que preciso aprender.
"Posso aprender a estar alerta para meu auto-engano.
Posso aprender a reconhecer os sinais de que estou perdendo minha integridade".

H. P.

Quarta-feira, Dezembro 19, 2007

Receita de Ano Novo


Para você ganhar um belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo,espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar que
por decreto de esperança a partir de janeiro
as coisas mudem e seja tudo claridade,recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados,começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro,tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo,eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade

O tamanho das pessoas


Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento...
Uma pessoa é enorme para você, quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.
É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas:
A Amizade,
O Carinho,
O Respeito,
O Zelo,
E até mesmo o Amor.
Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você. E pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.
Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.
Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma.O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoagrande...
...é a sua sensibilidade, sem tamanho...
William Shakespeare
"Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não da minha altura"
Fernando Pessoa

Sexta-feira, Dezembro 07, 2007

Hieróglifos

Este é o meu nome em hieróglifos egípcios.
Veja como fica o seu aqui.

Quinta-feira, Dezembro 06, 2007

Explicação necessária


Se a Bulgária existe, então a cidade de Sófia terá que fatalmente existir. Este é o único ponto no qual parecem assentir os que negam e os que defendem intransigentemente a existência daquele amorável país, desde os tempos antediluvianos até os dias pré-diluvianos de hoje.
Neste livro não se pretende firmar nenhuma verdade definitiva sobre essa imortal controvérsia, em que pese ao número crescente de pseudoviajantes e outros aventureiros que, munidos de documentos irrefutáveis, provam ou tentam provar a cada passo o seu respeitável ponto de vista – escudados muitas vezes no prestígio de assembléias ou conferências as mais internacionais. O autor pessoalmente , e é o que se verá, já teve oportunidade de conhecer e mesmo de entabular conversação com mais de um relutante búlgaro, e até mesmo com uma búlgara, todos de uma reputação acima de ilibada e merecedores da maior estima e simpatia: mas como também já viu de perto alguns fantasmas e até o próprio Diabo, reserva-se o direito de só opinar definitivamente sobre o assunto depois que outros mais abalizados ou afortunados o tenham feito, à luz das novas ciências ou das que porventura ainda estejam por surgir.
Aqui o que se procura é apenas relatar, com o máximo de fidelidade, a experiência pessoal que – quase a contragosto e com o espírito sempre o mais elevado – teve o autor a oportunidade de empreender em torno dessa mirífica e cada vez mais nebulosa disputa geográfica: ou, para dizer com mais exatidão, em torno desse espanto geonomástico, como tão bem o definiu um famoso historiador búlgaro. Se bem ou malsucedida essa experiência, face aos poucos prováveis resultados que dela possam advir para o progresso da astrofísica ou da astrologia, este já é um assunto que por sua natureza escapa aos limites da presente obra, embora sejam eles tão evanescentes e imaginários quanto os do próprio reino da Bulgária.
Entende o autor, apenas que muito mais importante do que ir à Lua é ir ou pelo menos tentar ir à Bulgária – ou, quando menos descobri-la.
Da obra-prima:
"O púcaro búlgaro", foi extraído de "Campos de Carvalho — Obra reunida", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1995, pág. 309

Segunda-feira, Novembro 19, 2007

Terça-feira, Novembro 06, 2007

Gutemberg


Página dupla da 'Bíblia de 42 linhas':

Da Bíblia de 42 linhas de Gutenberg - a primeira obra impressa em série, há cerca de 500 anos -, existem apenas apenas 48 exemplares espalhados pelo mundo. Gutenberg levou vários meses (até um ano e meio, acredita-se) para concluir sua impressão da obra de 1300 páginas. A Bíblia foi impressa em Mainz, na atual Alemanha, por volta do ano 1450. Os exemplares eram vendidos sem encadernação ou ilustrações, o que era feito posteriormente, de acordo com os gostos de seus donos. Assim, cada cópia apresenta características únicas, como anotações, marcas de parágrafos e iluminuras. A figura pertence à Bíblia do espólio da Universidade do Texas. Conserva nas margens as marcas deixadas ao longo dos tempos por monges e escribas, algumas delas com indicação de trechos que deveriam ser lidos em voz alta.

aqui pode ser vista uma versão digitalizada da Bíblia
http://www.hrc.utexas.edu/exhibitions/permanent/gutenberg/

Antes de inventar os tipos móveis tinha sido joalheiro, conhecedor da arte da construção de moldes e da fundição de ouro e prata; por isso conseguiu fazer excelentes tipos, valiosos inclusive artisticamente como trabalho de ourives.Em 1434, Gutenberg se mudou para Estrasburgo onde permaneceu vários anos. Depois de regressar a Mogúncia, Gutenberg se associou com um comerciante que lhe financiou para realizar a impressão da Bíblia.Não se conhece muito sobre os ultimos anos da vida de Gutenberg. Sabe-se que morreu em 3 de fevereiro de 1468.Gutenberg é considerado o inventor dos tipos móveis de chumbo fundido, mais duradouros e resistentes do que os fabricados em madeira, e portanto reutilizavéis que conferiram uma enorme versatilidade ao processo de elaboração de livros e outros trabalhos impressos e permitiram a sua massificação.A imprensa é outra das contribuições de Gutenberg; com anterioridade se tinham empregado, também desde a época de Suméria, discos ou cilindros sobre os quais se tinha lavrado o negativo do texto a imprimir que geralmente era só a rubrica do dono do cilindro e outorgava certeza de autenticidade às tabletas que a levavam. As imprensas na Idade Média eram simples tabelas gordas e pesadas ou blocos de pedra que se apoiavam sobre a matriz de impressão já entintada para transferir sua imagem ao pergaminho ou papel. A imprensa de Gutenberg é uma adaptação daquelas usadas para espremer o suco das uvas na fabricação do vinho, com as quais Gutenberg estava familiarizado, pois Mogúncia, onde nasceu e viveu, está no vale do Reno, uma região vinícola desde a época dos romanos.Depois da invenção dos tipos e a adaptação da prensa vinícola, Gutenberg seguiu experimentando com a imprensa até conseguir um aparelho funcional. Também pesquisou sobre o papel e as tintas. Uns e outras tinham que se comportar de tal modo que as tintas se absorvessem pelo papel sem escorrer-se, assegurando a precisão dos traços; precisava-se que o secagem fosse rápida e a impressão permanente. Por isso, Gutenberg experimentou com pigmentos a base de azeite, que não só usou para imprimir com as matrizes, senão também para as capitulares e ilustrações que se realizavam manualmente- e com o papel de trapo de origem chinesa introduzido na Europa em sua época.O primeiro livro impresso por Gutemberg foi a Bíblia, processo que iniciou o 23 de fevereiro de 1455 e concluiu uns cinco anos depois.Para comprovar a magnificência deste inventor alemão do século XV, realiza-se anualmente, nos EUA, o "Festival Gutenberg" - uma espécie de Feira de demonstrações e inovações nas áreas do desenho gráfico, da impressão digital, da publicação e da conversão de texto - que só comprova que a invenção do mestre Gutenberg consegue, ainda hoje, cultivar seguidores que, da sua experiência-base, tentam superar o invento e adaptar as tecnologias modernas às exigentes necessidades do mundo actual.
Bíblia de Gutenberg

A Bíblia de Gutenberg é o incunábulo impresso da tradução em Latin da Bíblia, por Johann Gutenberg, em Mainz, Alemanha. A produção da Bíblia começou em 23 de fevereiro, 1455, usando uma prensa de tipos móveis. Essa Bíblia é o incunábulo mais importante pois marca o início da produção em massa de livros no Ocidente.Uma cópia completa desta Bíblia possui 1282 páginas com texto em duas colunas; a maioria era encadernada em dois volumes.Acredita-se que 180 cópias foram produzidas 45 em pergaminho e 135 em papel. Elas foram impressas, rubricadas e iluminadas à mão em um período de três anos.

Quinta-feira, Novembro 01, 2007

"Eu ainda estou aprendendo"


Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni, pintor, escultor, poeta e arquiteto italiano, um dos maiores nomes do Renascimento Caprese, 6 de março de 1475 — Roma, 18 de fevereiro de 1564

Em 1 de Novembro de 1512 - O teto daCapela Sistina, pintado por Michelangelo, é exibido ao público pela primeira vez.

A Arte da Poesia


"Os homens só podem compreender um livro profundo, depois de terem vivido pelo menos, uma parte daquilo que ele contém".


Ezra Pound

Ezra Weston Loomis Pound (30 de outubro de 1885, Hailey, Idaho, EUA – 1 de novembro de 1972, Veneza) foi um poeta, músico e crítico que, junto com T. S. Eliot, foi uma das maiores figuras do movimento modernista da poesia do início do século XX. Ele foi o motor de diversos movimentos modernistas, notadamente do Imagismo e do Vorticismo.

Quarta-feira, Outubro 31, 2007

Amélia e Magnólia


Segunda-feira, Outubro 29, 2007

Dia Nacional do Livro




O futuro do livro na era digital











Muitas perguntas rodam no ar ainda sem resposta: o que muda na produção e na comercialização do livro com o avanço dos meios eletrônicos?

A Internet estreita ou alarga o futuro das livrarias? O texto depende ou não do formato que envolve? Veja a seguir qual o futuro do livro na era digital.As discussões sobre o futuro do livro de papel começaram no País há mais de seis anos, logo quando a Internet chegou por aqui. Nesta época, nos Estados Unidos, já se falava no Projeto Gutemberg (1971), uma iniciativa de colocar online, e gratuitamente, títulos de domínio público. Desde então, os famosos ebooks, livros eletrônicos ou livros digitais são acusados de serem os "assassinos" do livro de papel. E não seria para menos.

No site Virtual Books, por exemplo, encontram-se desde clássicos como Romeu e Julieta, tradicionais obras como a Bíblia até teses de mestrado. Até o primeiro capítulo do novo livro de Paulo Coelho, o O Demônio e a Srta. Prym já está disponível gratuitamente.O Virtual Books, como outras livrarias online, oferece várias formas de leitura. O usuário pode ler a obra através de páginas na web (enquanto está conectado à rede) ou ainda pode "baixar" em seu computador um arquivo com o livro completo e, depois, imprimir e ler offline.

Virtual Books: livros grátis para todos os gostos

Há ainda a possibilidade de fazer download do arquivo direto para um Rocket e-Book, um aparelho de leitura lançado há dois anos durante a Feira de Frankfurt. A maquineta não assusta as vovós: possui poucos e óbvios botões, como o de avançar ou de voltar página, e o recurso de fazer anotações, marcar trechos e pesquisar palavras. Além de apresentar fontes que podem ser ampliadas. O Rocket e-Book é leve (pesa 600 gramas e tem formato de livro de bolso) e pode armazenar até 4 mil páginas de textos e imagens em um formato parecido com o dos livros convencionais de 250 páginas. Isso possibilita a existência vários livros no mesmo aparelho. Vale lembrar seu preço: quase US$ 300. Se está curioso para ver se consegue se adaptar ao dispositivo sem traumas é possível fazer um teste através de um software disponível na Internet que possui a mesma aparência e funcionalidade do equipamento disponível nos EUA. O original, por enquanto, só pode ser comprado, no Brasil, através da Amazon. Uma versão mais moderna ainda do dispositivo vem pipocando no mercado yankee a modesta quantia de $ 700: a novidade fica por conta da tela de cristal líquido e a possibilidade do uso de cores no display. Existem também os livros eletrônicos pagos, que podem ser lidos de formas semelhantes. O leitor localiza sua escolha pela Internet, pede uma cópia e lê um número limitado de páginas (no computador ou Rocket e-Book). Se gostar confirma a compra e recebe uma senha para download, após o pagamento da obra. "Riding The Bullet", de Stephen King, foi o primeiro livro eletrônico de que se tem notícia. Trata-se de um folhetim cujos capítulos são baixados mensalmente. Quem gostar do que leu, paga, quem não gostar, não paga. Logo de cara a "invenção" vendeu 500 mil cópias. O autor se gabava orgulhoso de que caso mais de 70% dos leitores não pagasse, a obra pararia de ser produzida. A parte engraçada é que a possibilidade remota virou fato e, até agora, Stephen King não se pronunciou sobre o assunto. Made in Brasil
Prata:"O livroé meu"No Brasil, o escritor Mário Prata, autor de O Diário de um Magro e 100 Crônicas, entre outros, tem um site (no Terra) onde os internautas podem vê-lo escrevendo linha por linha, de seu e-book, "Os Anjos de Badaró", em tempo real, e de graça. O escritor esclarece no site: "O livro é meu. Não é um Você Decide". Observado de forma indireta, pela tela do computador, o autor escreve um capítulo por dia, até o dia 5 de novembro, data em que o site sai do ar. A brincadeira rendeu até a criação de um outro site por apaixonados por literatura que acompanham todos os capítulos de Os Anjos... e quando o Prata acaba de escrever se reúnem para debater, num espaço do site chamado "palpite". São os "Anjos do Prata": pessoas com idades variadas mas uma paixão em comum: o escritor mineiro. A experiência cibernética não impediu Prata de causar polêmica ao defender sua opinião sobre o futuro do livro e anunciar outra morte: "o livro eletrônico acabou. Não deu certo. Fez parte de uma experiência que não vingou. Quem você conhece que lê esse tipo de livro? Foi uma coisa de momento. Um experimento de quando a Internet era jovem". Prata explica que a rede é rica em outras coisas, até mesmo na literatura, mas não em se tratando dos e-books. Mas mesmo assim afirma Ter sido uma experiência fenomenal: "quero fazer um livro contando a experiência de ter escrito Os Anjos... e publicar junto as 35 crônicas que venceram o concurso do site". Prata diverte-se com a diferença de idade entre os escolhidos: "tem uma senhora de 65 anos e um menino de 16". O melhor de tudo isso foi ser um estímulo para o pessoal: "as pessoas puderam ver que eu sou gente. Gente igual a elas. Que vou ao banheiro. Reclamavam que eu escrevia sério coisas engraçadas. É que eu acho amadorismo rir e chorar quando escreve". A diferença é que antes ele não precisava de maquiagem e iluminação para escrever. "Podia ser desleixado. Não precisava fazer a barba", diverte-se. Até o final do ano o livro deve ser lançado em papel e, ao contrário do que se imagina, Prata acha que a Internet vai fazer aumentar as vendas da experiência em papel: "quase 300 mil pessoas passaram pelo site durante a história, mas pouca gente acompanhou tudo", diz. Ele mesmo não tem paciência de ler coisas na Internet. Defende que a literatura exige um certo ócio: repouso físico, satisfação física. "Eles tem um saco de Prata", brinca. E-books prêmiados No último dia 21 de outubro, a Feira de Frankfurt entregou, pela primeira vez, o Prêmio Internacional do Livro Eletrônico, avaliado em US$ 100 mil. A idéia da premiação é destacar autores, agentes literários e editoras que incentivem este novo meio editorial. Os vencedores do "e-book award" foram dois autores americanos: E.M. Schorb e David Maraniss, por seus livros Paradise Square e When Pride Still Mattered. Schorb ganhou na categoria Literatura, enquanto Maraniss, co-editor do Washington Post, foi reconhecido pela obra que ficou por cinco semanas na lista dos best-sellers no New York Times. "Longe do livro de papel a complexidade será deixada de lado"
As vantagens dos livros eletrônicos são muitas. São mais baratos e não representam prejuízo para o editor: não se corre o risco de encalhes e não se tem de pagar distribuidores.
Raul: "O livro de papel nunca vai sumir"O meio que os envolve, a rede, também oferece a possibilidade de encontrar livros raros e fora de catálogo ou ainda descobrir um livro só pelo nome (sem o autor e a editora). Representa um ponto de encontro de editores. Ajuda a comercializar direitos e traduções. Aumenta a velocidade de circulação da informação, apresentando-se como uma forma prática e barata de distribuir o conhecimento. Dá retorno mais rápido. Possui maior alcance: pode chegar aonde não existem livrarias. Democratiza a informação: em um mês 50 mil pessoas visitam pessoalmente as instalações da Biblioteca de Nova York. Pela Internet este número chega a um milhão. Além de privilegiar um conteúdo mais atual e substituir a celulose, muito cara atualmente.

As desvantagens são óbvias também. Bill Gates, por exemplo, prefere imprimir tudo que tenha mais de 4 páginas para ler depois. Talvez porque ler na "tela" cansa. Porque fica mais difícil lembrar do que leu. Ou porque é mais complicado se concentrar desta forma. Para o escritor de histórias infantis, Ziraldo, o livro tem que ter cheiro de tinta. Ele afirmou em debate na Academia Brasileira de Letras, sobre o futuro do livro, no dia 29 de agosto, que fez muitos de seus livros pensando em seu formato. Eduardo Portella, presidente da Fundação Biblioteca Nacional e imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), apoiou: "longe do livro de papel a complexidade será deixada de lado".

Não se sabe ao certo o número de livros eletrônicos disponíveis no Brasil. Para o presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL) essa estatística é irrelevante. "Não há volume suficiente para captar estes dados no Brasil", afirma Raul Wassermann. O que o brasileiro gosta de ler Para apimentar a discussão aparecem as estatísticas das vendas de livros de papel exibindo queda de quase 30% de 1998 para 1999, segundo pesquisa da CBL sobre a indústria editorial brasileira. O número de títulos e exemplares produzidos caiu devido a crises econômicas, à disparidade entre o dólar e o real (fato que congestionou as gráficas nacionais, uma vez que não era mais vantagem imprimir no exterior) e à falta de criatividade para venda. O faturamento também caiu, por causa dos preços mais acessíveis dos livros. A CBL utiliza para pesquisa a divisão do mercado em subsetores: científicos, técnicos e profissionais (o único a aumentar o número de exemplares produzidos), didáticos (apesar de metade do faturamento do setor repousar na venda destes livros, também houve queda em 1999), religiosos (também demonstrando queda nas vendas e na produção), e obras gerais (mais atingidas por causa da queda das vendas para o Programa Nacional de Biblioteca Escolar e dos custos com papel e formato do livro). Em um caminho inverso vêem subindo a ladeira os livros de auto-ajuda e os infantis. Apesar dos primeiros não existirem para o presidente da CBL, pois "trata-se de um conjunto de categorias inventadas pelos americanos, que nós juntamos no mesmo saco e chamamos de auto ajuda", é notável o crescimento de vendas desse tipo de ajuda aos "perdidos".Menos polêmicos os livros infantis existem, sim, e são responsáveis por 14% da produção literária brasileira , considerada uma das mais criativas do mundo: engajada, envolvente e divertida.Os dados da pesquisa deste ano só estarão disponíveis no início do ano que vem, mas não há pretensão de aumento considerável nas vendas: "se recuperarmos os 30% perdidos já está bom", lamenta o presidente. O que impede a desanimação total é o aumento da população, o investimento do governo em educação através do programa do livro didático e o incentivo da utilização de livros não didáticos nas escolas. Mulheres lêem maisAs preferências do leitor ainda são um mistério: sabe-se vagamente que as mulheres, as pessoas com faixa etária entre 20 e 40 anos e com renda entre 3 e 10 salários mínimos lêem mais. O Brasil amarga o número de dois livros lidos ao ano, por habitante, desde os 10 anos de idade. Mas esta é uma média não muito confiável, pois inclui os livros didáticos e os livros de leitura obrigatória para a escola. Se desprezarmos esses dois e considerarmos só os livros escolhidos pelo próprio leitor (sem ameaça de forca) teremos o ridículo resultado de menos de um livro por ano. Uns dizem que é porque os pais não lêem, portanto não repassam esse hábito a seus filhos, outros defendem que as pessoas deste final de milênio preferem atitudes mais passivas, que não dêem tanto trabalho ao intelecto. Para jogar um pouco de luz neste cenário obscuro está sendo realizada, até o final de dezembro, a primeira grande pesquisa sobre o hábito de consumo de livros no território nacional. A pesquisa levará em conta leitura, aquisição e posse dos livros de papel. Trata-se de um questionário longo distribuído para "leitores" e "não leitores". O resultado será divulgado no começo do ano que vem. Apesar do ministério da cultura ter se recusado a financiar o projeto, como o de Portugal, alegando ser de interesse comercial, a pesquisa está sendo financiada pela CBL e pela Associação Brasileira de Celulose e Papel (Brascelpa). "O que deve nos preocupar é o pensamento único "O fato é que lê-se pouco. O livro, de pano, pedra, papel, ou digital, é só um instrumento. É inútil desperdiçar forças lutando contra o desenvolvimento de novas tecnologias, quando a prioridade deveria ser tornar o livro mais acessível e atraente. Carlos Heitor Cony apoia esse desenvolvimento. Em debate na Academia Brasileira de Letras lembrou que as tábuas em que Moisés gravou os 10 mandamentos não formavam um livro como conhecemos hoje e que o livro de Isaías, guardado no Palácio do Livro em Jerusalém, também não é um livro, mas sim um rolo. "São formas de manter e acumular os textos que o homem criou". Cony acredita ainda que no futuro pode haver um único livro capaz de ler todos os livros. Francisco Delich, dirigente da Biblioteca Nacional e da Universidade Latino-americana de Ciências Sociais, em debate da ABL, pontuou com sabedoria a discussão: "o que deveria preocupar é o pensamento único, esse, sim, é o grande inimigo do livro, ao pôr fim a todos os debates". João Ubaldo Ribeiro, com o seu Miséria e Grandeza do Amor de Benedita, que levou para casa o troféu de "inédito na terra de Cabral" , declarou em entrevista ao Estado de S. Paulo, em 29 de agosto, que não crê na imortalidade do livro de papel encadernado: "e se acabar, ou eu escrevo no meio, ou não escrevo". A grande maioria defende mesmo a coexistência entre "assassino" e "assassinado", sem o crime chegar as vias de fato. "Os dois formatos vão conviver", defendeu Portella, em entrevista ao Estado de São Paulo, no dia 29 de agosto. Joelmir Beting explica: "micros e livros não são excludentes ou alternativos. Ele são complementares ou aditivos". E o presidente da CBL concorda: "será mais um canal. Vai ajudar. Tem mercado para todos". Principalmente quando se trata de estilo. Segundo o presidente da Associação Alemã de Editoras e Livrarias, Roland Ulmer (durante lançamento da Feira de Frankfurt, na Alemanha, no dia 17 de outubro) certos estilos se adequam ao papel outros à mídia eletrônica: "quando chega-se à ficção, compradores e leitores continuarão a ler nossas novelas e contos em versões impressas". Enterrado ou não, as experiências mais modernas sempre resultam em algo que imite o livro: os dispositivos de armazenamento de e-books (com tamanho de um livreto de 250 páginas), os protótipos de tela flexível (experiência do Media Lab do Massachusetts Institute of Technology - MIT - que permite a leitura como se fosse papel, apenas simulando virar a página). Parece que o velho livro de papel vai nos assombrar ainda por umas boas décadas. Sérgio Rizzo, jornalista colaborador da revistas SET e do site Submarino, entre outros, argumenta: "Enquanto houver gerações que forem alfabetizadas por meio de impressos (livros, jornais, revistas), eles (os produtos impressos) não têm a menor chance de desaparecer. Daqui a 100 anos, não sei. Mas daqui a 100 anos já não estaremos mais por aqui".


Fonte aqui:

Quinta-feira, Outubro 25, 2007


Em busca do livro perdido

Apenas mais uma manhã na companhia do Sr. Birnbichler, o bibliotecário. Pelo menos, esse era o pensamento de Lisa, uma adolescente apaixonada por literatura que se dirigia para a biblioteca. Mas, esse dia normal estava para mudar. Dois garotos estranhos roubaram, aparentemente sem motivos, o livro que o Sr. Birnbichler estava escrevendo e que tinha a própria garota como personagem principal. Agora Lisa sairá em busca do livro roubado do bibliotecário e terá a grande missão de salvar todos os personagens da imaginação do esquecimento e levá-los para o Reino da Invenção acompanhada por seus novos amigos Tow Sawyer e Huckleberry Finn.
O Livro de Lisa - Uma aventura no mundo da literatura de Wieland Freund com ilustrações de Regina Kehn, é uma viagem no mundo da fantasia. Um portal que suga o leitor para dentro do mundo literário, passando através de diversos clássicos da literatura universal moderna e encontrando personagens famosos, como Robinson Crusoé, Frankenstein, Capitão Ahab de Moby Dick , Sancho Pança e Dom Quixote, O velho choupo de O Senhor dos Anéis, entre outros que irão ajudá-la ou atrapalhá-la em suas aventuras.

Quinta-feira, Outubro 11, 2007

Be happy


Here's a little song I wrote,

you might want to sing it note for note,

dont worry,Be happy,

In every life we have some troubles,

but when you worry you make it double,

dont worry,be happy (don't worry be happy now)

ohhh ooh ooh ohh(don't worry)

oooh oohh oohh(be happy)

ohhh oohh oohh(dont worry,be happy)

ohh oohh ooh (dont worry,be happy)

(don't worry be happy)


And at the place to lay your head,

somebody came and took your bed,

dont worry,be happy,

the landlord say your rent is late,

he may have to wait to get ,

but dont worry...be happy(look at me I'm happy)


ohhh ooh ooh ohh(don't worry)

oooh oohh oohh(be happy)

oooo0h (here I give you my phone number you you worried,

call me I make you happy)

00000oh 00o0o0oh(dont worry)

ooooh oohh (be happyy)

ooooh ohhh


Ain't got no place to lay your head,

somebody came and took your bed,don't worry....be happy.

The landlord saying your rent is late,

He may have to litigate.

but don't worry...be happy (look at me I'm happy)


ohhh ooh ooh ohh(don't worry)

oooh oohh oohh(be happy)

ohhh oohh oohh(dont worry,be happy)

ohh oohh ooh(dont worry)

ohh oohh oohh(be happy)

(don't worry be happy)


ohhh ooh ooh ohh(don't worry,dont do it)

oooh oohh oohh(be happy,

put a smile on your face)

(dont bring everybody down like this)

ohhh oohh oohh(dont worry)

ohh oohhh(it will soon pass,whatever it is)

ohhh oohhh ohhh (dont worry,be happy)

ohhh oohhh oohhh (I'm not worried)
Dont worry, be happy
Bob Marley

à primavera


Quinta-feira, Setembro 06, 2007

sabedoria oriental


Mizaru Kikarazu e Iwazaru
Seus nomes são 'kikazaru' (o que tapa os ouvidos), 'mizaru' (o que cobre os olhos), e 'iwazaru' (o que tapa a boca), que é traduzido como 'não ouça o mal', 'não veja o mal' e 'não fale o mal'. Sua origem é baseada em um trocadilho japonês pois, a palavra 'saru', em japonês, significa 'macaco' e tem o mesmo som da terminação verbal 'zaru'.

KIKAZARU
MIZARU
IWAZARU
SARU

O som das palavras é semelhante e faz referência a um provérbio japonês (kotowaza) que descreve a atitude de alguém que não deseja se envolver em complicações.No Japão, numa cidade chamada Nikko, existem muitos santuários (a cidade é conhecida por isso, inclusive) e, no Santuário Toshogu há imponentes portais e belas construções. Lá, estão os três macaquinhos em madeira. Eles ilustram a porta do Estábulo Sagrado, um templo do século 17.
O folclore japonês diz que, no Século VIII D.C. , um monge budista da China introduziu os três sábios macaquinhos no Japão.
Acredita-se que as poses dos macaquinhos eram a representação de um comando de uma divindade (Vajra) para 'ver nenhum mal, ouvir nenhum mal, falar nenhum mal.'
" Essas informações, porém, não podem ser confirmadas" segundo o professor Dr. Ricardo Mário Gonçalves, da cadeira de História do Oriente da USP.
Fontes: Portal das curiosidades/ Nippo Brasil

Quarta-feira, Setembro 05, 2007

Poesia Matemática


Às folhas tantas do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerávele viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide, corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida paralela à dela
até que se encontraram no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa.
"E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética correspondea almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação traçando ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar, mais que um lar, um perpendicular.
Convidaram para padrinhoso Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes até aquele dia em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos,viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade. Era o triângulo, tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração, a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser moralidade
como aliás em qualquer sociedade.
do livro: Trinta Anos de Mim Mesmo - Millôr Fernandes

Sexta-feira, Agosto 31, 2007

Candle In The Wind

Goodbye England's rose
May you ever grow in our hearts
You were the grace that placed itself
Where lives were torn apart
You called out to our country
And you whispered to those in pain
Now you belong to heaven
And the stars spell out your name
And it seems to me you lived your life
Like a candle in the wind
Never fading with the sunset
When the rain set in
And your footsteps will always fall you
Along England's greenest hills
Your candle's burned out long before
Your legend never will
Loveliness we've lost
These empty days without your smile
This torch we'll always carry
For our nation's golden child
And even though we try
The truth brings us to tears
All our words cannot express
The joy you brought us through the years
And it seems to me you lived your life
Like a candle in the wind
Never fading with the sunset
When the rain set in
And your footsteps will always fall you
Along England's greenest hills
Your candle's burned out long before
Your legend never will
Goodbye England's rose
May you ever grow in our hearts
You were the grace that placed itself
Where lives were torn apart
Goodbye England's rose
From a country lost without your soul
Who'll miss the wings of your compassion
More than you'll ever know
And it seems to me you lived your life
Like a candle in the wind
Never fading with the sunset
When the rain set in
And you footsteps will always fall you
Along England's greenest hills
Your candle's burned out long before
Your legend never will
Elton John - Candle In The Wind (Princess Diana Tribute) lyrics

As flores do Mal


É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a
única questão. Para não sentirem o fardo horrível
do Tempo que verga e inclina para a terra, é
preciso que se embriaguem sem descanso.

Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a
escolher. Mas embriaguem-se.

E se, porventura, nos degraus de um palácio,
sobre a relva verde de um fosso, na solidão
morna do quarto, a embriaguez diminuir ou
desaparecer quando você acordar, pergunte ao
vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a
tudo que flui, a tudo que geme, a
tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que
horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o
pássaro, o relógio responderão: "É hora de
embriagar-se! Para não serem os escravos
martirizados do Tempo, embriaguem-se;
embriaguem-se sem descanso".
Com vinho, poesia ou virtude, a escolher

Embriaguem-se

(tradução Jorge Pontual)

Charles Baudelaire (1821-1867)

poeta e teórico da arte francês.

É considerado um dos precursores do Simbolismo

"Ninguém me ama/ Ninguém me quer/ Ninguem me chama de Baudelaire"
Antônio Maria

Quinta-feira, Agosto 30, 2007

Conto das Quatro Estações



Faz parte da série de filmes intitulada:

"Conto das Quatro Estações"
Todos dirigidos por Eric Rohmer.
Conto de Verão (1996) ,
Conto da Primavera (1990)
Conto de Inverno(1992)
Conto de Outono (1998)


Quarta-feira, Agosto 29, 2007

Let it be

When I find myself in times of trouble
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be.

And in my hour of darkness
She is standing right in front of me
Speaking words of wisdom,
let it be. Let it be, let it be.
Whisper words of wisdom, let it be.

And when the broken hearted people
Living in the world agree,
There will be an answer, let it be.
For though they may be parted
There is still a chance that they will see
There will be an answer,
let it be. Let it be, let it be. yeah
There will be an answer, let it be.

And when the night is cloudy,
There is still a light that shines on me,
Shine on until tomorrow, let it be.
I wake up to the sound of music
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom,
let it be. Let it be, let it be.
There will be an answer,
let it be. Let it be, let it be,
Whisper words of wisdom, let it be.

Let it be
Beatles

Terça-feira, Agosto 28, 2007


Sexta-feira, Agosto 24, 2007

Dia do Artista


O Guardião dos Livros

Ai estão os jardins, os templos e a justificação dos templos,
A exata música e as exatas palavras,
Os sessenta e quatro hexagramas,
Os ritos que são a única sabedoria
Que outorga o Firmamento aos homens,
O decoro daquele imperador
Cuja serenidade foi refletida pelo mundo, seu espelho,
De sorte que os campos davam seus frutos
E as torrentes respeitavam suas margens,
O unicórnio ferido que regressa para marcar o fim,
As secretas leis eternas,
O concerto do orbe;
Essas coisas ou sua memória estão nos livros
Que custodio na torre.
Os tártaros vieram do Norte
em crinados potros pequenos;
Aniquilaram os exércitos
Que o Filho do Céu mandou para castigar sua impiedade,
Ergueram pirâmides de fogo e cortaram gargantas,
Mataram o perverso e o justo,
Mataram o escravo acorrentado que vigia a porta,
Usaram e esqueceram as mulheres
E seguiram para o Sul,
Inocentes como animais de presa,
Cruéis como facas.
Na aurora dúbia
O pai de meu pai salvou os livros.
Aqui estão na torre onde jazo,
Recordando os dias que foram de outros,
Os alheios e antigos.
Em meus olhos não há dias.
As prateleiras
Estão muito altas e não as alcançam meus anos.
Léguas de pó e sonho cercam a torre.
Por que enganar-me?
A verdade é que nunca soube ler,
Mas me consolo pensando
Que o imaginado e o passado já são o mesmo
Para um homem que foi
E que contempla o que foi a cidade
E agora volta a se;. o deserto.
Que me impede sonhar que alguma vez
Decifrei a sabedoria
E desenhei com aplicada mão os símbolos?
Meu nome é Hsiang.
Sou o que custodia os livros,
Que talvez sejam os últimos,
Porque nada sabemos do Império
E do Filho do Céu.
Aí estão nas altas estantes,
A um tempo próximos e distantes;
Secretos e visíveis como os astros.
Aí estão os jardins, os templos.
Elogio da Sombra

Jorge Luís Borges
24/08/1889
14/06/1986

Quinta-feira, Agosto 23, 2007

a 7ª Arte de Glauber (aqui)

Poema do Amor

Tudo talvez se defina na
conspiração da poesia e
da infecção,
estou no começo da vida
mas não sei se a saúde resiste
o mundo profetiza guerra global
e corta o mistério da existência
nos projetando nos braços vitais
revolucionando o prazer, essência.
Glauber Rocha

Terça-feira, Agosto 21, 2007

L.I.V.R.O. segundo MILLÔR

Millôr Fernandes: Um novo e revolucionário conceito de tecnologia de informação



Na deixa da virada do milênio, anuncia-se um revolucionário conceito de tecnologia de informação, chamado de Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas - L.I.V.R.O.
L.I.V.R.O. representa um avanço fantástico na tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos, pilhas. Não necessita ser conectado a nada nem ligado. É tão fácil de usar que até uma criança pode operá-lo. Basta abri-lo!
Cada L.I.V.R.O. é formado por uma seqüência de páginas numeradas, feitas de papel reciclável e capazes de conter milhares de informações. As páginas são unidas por um sistema chamado lombada, que as mantêm automaticamente em sua seqüência correta.
Através do uso intensivo do recurso TPA - Tecnologia do Papel Opaco - permite-se que os fabricantes usem as duas faces da folha de papel. Isso possibilita duplicar a quantidade de dados inseridos e reduzir os seus custos pela metade!
Especialistas dividem-se quanto aos projetos de expansão da inserção de dados em cada unidade. É que, para se fazer L.I.V.R.O.s com mais informações, basta se usar mais páginas. Isso, porém, os torna mais grossos e mais difíceis de serem transportados, atraindo críticas dos adeptos da portabilidade do sistema.
Cada página do L.I.V.R.O. deve ser escaneada opticamente, e as informações transferidas diretamente para a CPU do usuário, em seu cérebro. Lembramos que quanto maior e mais complexa a informação a ser transmitida, maior deverá ser a capacidade de processamento do usuário.
Outra vantagem do sistema é que, quando em uso, um simples movimento de dedo permite o acesso instantâneo à próxima página. O L.I.V.R.O. pode ser rapidamente retomado a qualquer momento, bastando abri-lo. Ele nunca apresenta "ERRO GERAL DE PROTEÇÃO", nem precisa ser reinicializado, embora se torne inutilizável caso caia no mar, por exemplo.
O comando "browse" permite fazer o acesso a qualquer página instantaneamente e avançar ou retroceder com muita facilidade. A maioria dos modelos à venda já vem com o equipamento "índice" instalado, o qual indica a localização exata de grupos de dados selecionados.
Um acessório opcional, o marca-páginas, permite que você faça um acesso ao L.I.V.R.O. exatamente no local em que o deixou na última utilização mesmo que ele esteja fechado. A compatibilidade dos marcadores de página é total, permitindo que funcionem em qualquer modelo ou marca de L.I.V.R.O. sem necessidade de configuração.
Além disso, qualquer L.I.V.R.O. suporta o uso simultâneo de vários marcadores de página, caso seu usuário deseje manter selecionados vários trechos ao mesmo tempo. A capacidade máxima para uso de marcadores coincide com o número de páginas.
Pode-se ainda personalizar o conteúdo do L.I.V.R.O. através de anotações em suas margens. Para isso, deve-se utilizar um periférico de Linguagem Apagável Portátil de Intercomunicação Simplificada - L.A.P.I.S. Portátil, durável e barato, o L.I.V.R.O. vem sendo apontado como o instrumento de entretenimento e cultura do futuro. Milhares de programadores desse sistema já disponibilizaram vários títulos e upgrades utilizando a plataforma L.I.V.R.O.
Fonte: Amigos do livro

Do baú do Raul

Veja
Não diga que a canção está perdida
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez
Beba (Beba)
Pois a água viva ainda tá na fonte
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou, não, não, não
Tente
Levante a sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça aguenta se você parar
Não, não, não, não, não, não
Há uma voz que canta, há uma voz que dança
Há uma voz que gira
Bailando no ar
Queira
Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo
Vai, tente outra vez
Tente
E não diga que a vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez

Raul Seixas

28/06/1944

21/08/1979


Sexta-feira, Agosto 17, 2007

No meio do caminho

"Este é tempo de divisas, tempo de gente cortada."
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Carlos Drummond de Andrade
En Revista de Antropofagia, 1928
Incluido en Alguma poesia (1930)
31/10/1902 -17/08/1987

Quinta-feira, Agosto 16, 2007

O Rei do Rock

Maybe I didn't treat you
Quite as good as I should have
Maybe I didn't love you
Quite as often as I could have
Little things I should have said and done
I just never took the time
You were always on my mind
You were always on my mind
Maybe I didn't hold you
All those lonely, lonely times
And I guess I never told you
I'm so happy that you're mine
If I made you feel second best
Girl I'm so sorry I was blind
You were always on my mind
You were always on my mind
Tell me, tell me that your sweet love hasn't died
Give me, give me one more chance to keep you satisfied,
satisfied
Little things I should have said and done
I just never took the time
You were always on my mind
You were always on my mind
You were always on my mind

Elvis Presley
08/01/1935 - 17/08/1977

tempo da travessia

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas,
que já têm a forma do nosso corpo,
e esquecer os nossos caminhos,
que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia:
e, se não ousarmos fazê-la,
teremos ficado, para sempre,
à margem de nós mesmos."
Fernando Pessoa

Segunda-feira, Agosto 13, 2007

Sexta-feira, Agosto 10, 2007

Woman in Art

Quinta-feira, Agosto 09, 2007

Librarian


Terça-feira, Agosto 07, 2007

A Sombra do Vento


“...Não obtive resposta. Pareceu-me escutar uma risada sufocada e fechei o livro de pedidos. Talvez um cliente tivesse ignorado o letreiro de FECHADO. Dispunha-me a atendê-lo quando escutei o som de vários livros caindo das estantes da loja. Engoli em seco. Agarrei uma faca de abrir cartas e me aproximei lentamente da porta do quarto dos fundos. Não me atrevi a chamar de novo. Logo depois escutei novamente os passos, afastando-se. A campainha da porta soou outra vez, e senti um sopro de ar da rua. Entrei depressa na loja. Não havia ninguém. Corri até a porta da rua e fechei com força. Respirei fundo, me sentindo ridículo e covarde. Estava voltando para o quarto dos quartos dos fundos quando vi um pedaço de papel em cima do balcão. Ao aproximar-me, comprovei que se tratava de uma fotografia, uma velha imagem de estúdio das que se costumava imprimir em uma lâmina de papelão grosso. AS bordas estavam queimadas e a imagem enegrecida, parecia riscada pelo rastro de dedos sujos de carvão. Examinei-a sob uma lâmpada. Na fotografia se podia ver um casal de jovens sorrindo para a câmera. Ele não parecia ter mais de 17 ou 18 anos, com cabelos claros e traços aristocráticos, frágeis. Ela parecia talvez um pouco mais nova do que ele, um ou dois anos no máximo. Tinha a tez pálida e um rosto cinzelado, rodeado por cabelos pretos, curtos, que acentuavam um olhar encantado, repleto de alegria. Ele a enlaçava pela cintura e ela parecia e ela parecia lhe sussurrar algo, num tom brincalhão. A imagem transmitia um ardor que me roubou um sorriso, como se eu tivesse reconhecido velhos amigos naqueles dois desconhecidos. Atrás deles se podia ver a vitrine de uma loja, repleta de chapéus fora de moda. Concentrei-me no casal. As roupas pareciam indicar que a imagem tinha pelo menos 25 ou 30 anos. Era uma imagem de luz e de esperança, prometendo coisas que só existem nos olhares dos jovens. As chamas haviam devorado quase todo o contorno da foto, mas ainda se podia adivinhar um rosto severo atrás do velho balcão, uma silhueta espectral insinuando-se por trás das letras gravadas na vidraça"
A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón
P.85
Peter Brüegel - "A Torre de Babel" de 1563
Kunsthistorisches Museum, Viena

Sexta-feira, Agosto 03, 2007


“O senhor mire e veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam.”
João Guimarães Rosa

Quarta-feira, Agosto 01, 2007

à poesia

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Soneto de fidelidade
Vinicius de Moraes (1960)

Terça-feira, Julho 31, 2007

Amanhã

Amanhã
será um lindo dia, da mais louca alegria
Que se possa imaginar, amanhã redobrada a força
Pra cima que não cessa, há de vingar
Amanhã mais nenhum mistério, acima do ilusório
O astro rei vai brilhar, amanhã a luminosidade
Alheia a qualquer vontade, há de imperar, há de imperar
Amanhã está toda a esperança por menor que pareça
O que existe é pra festejar, amanhã apesar de hoje
Ser a estrada que surge, pra se trilhar
Amanhã mesmo que uns não queiram será de outros que esperam
Ver o dia raiar, amanhã ódios aplacados temores abrandados
Será pleno, será pleno...
música: Guilherme Arantes

Segunda-feira, Julho 30, 2007

soltando pipa

E o menino com o brilho do sol ...
Na menina dos olhos
Sorri e estende a mão
Entregando o seu coração
E eu entrego o meu coração
E eu entro na roda
E canto as antigas cantigas
De amigo irmão
As canções de amanhecer
Lumiar e escuridão
E é como se eu despertasse de um sonho
Que não me deixou viver
E a vida explodisse em meu peito
Com as cores que eu não sonhei
E é como se eu descobrisse que a força
Esteve o tempo todo em mim
E é como se então de repente eu chegasse
Ao fundo do fim
De volta ao começo
Ao fundo do fim
De volta ao começo
Roupa Nova - De volta ao começo
Meninos soltando pipa - C. Portinari-1943

Quarta-feira, Julho 25, 2007

A arte de escrever

Graciliano Ramos
Dia do Escritor, 25 de julho
Em 25 de julho comemora-se o dia nacional do escritor. A data tornou-se oficial em 1960, após o sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado pela União Brasileira de Escritores.
Quase quarenta e cinco anos depois, o dia é celebrado por todos aqueles que possuem a função de escrever ou por aqueles que, simplesmente, possuem uma paixão em comum: dar vida e cores as suas palavras.
Não obstante, questionamos o trabalho dessas talentosas pessoas nos dias de hoje. Lembremos, por exemplo, dos inúmeros escritores que não têm seus trabalhos divulgados, vivendo no anonimato e que, por esse motivo, não são reconhecidos pela sua atividade. Partindo dessa premissa, surge uma dúvida: a função do escritor é, ou alguma vez no passado, já foi considerada realmente uma profissão? Décadas atrás, quem ousasse dizer que seguia a "carreira" de escritor corria risco de sofrer qualquer tipo de preconceito e até mesmo, de ser apontado nas ruas, ouvindo comentários pouco agradáveis como "boêmio" ou "errante", pois para a sociedade da época, a atividade não era considerada uma profissão. Há ainda, casos infelizes daqueles que só tiveram seus nomes reconhecidos e obras valorizadas depois de sua morte, caso de - nada mais nada menos - James Joyce, Nietzsche e Franz Kafka.
No Brasil, podemos citar Augusto dos Anjos, poeta morto aos trinta, dois anos após publicar sua principal obra poética intitulada Eu, no ano de 1912. Esse fenômeno de fama póstuma já foi confirmado pelos próprios escritores em suas obras, como afirmou Clarice Lispector em seu livro Perto do Coração Selvagem: "Mesmo os grandes homens só são verdadeiramente reconhecidos e homenageados depois de mortos". Basta lembrarmos dos inúmeros artistas, escritores e poetas que, no século XIX, morriam precocemente devido a doenças pulmonares, principalmente por tuberculoses ou pneumonias, e que só tinham suas obras publicadas e divulgadas postumamente, como aconteceu com o simbolista Cruz e Sousa, morto aos 37, com Castro Alves, aos 24, e Álvares de Azevedo, aos 21. Nos dias de hoje, felizmente, a situação dos escritores é diferente de seus antecessores e isso não se deve apenas pelo avanço da medicina ou pela descoberta de vacinas contra a tuberculose! No contexto atual, vemos muitos autores bem aceitos pela mídia, pela crítica e menos discriminados na sociedade; tendo suas obras divulgadas mundo afora e traduzidas em outras línguas. Dan Brow é um bom exemplo disso. Sua obra Código da Vinci, apesar de temida pela Igreja e bastante criticada, atingiu o recorde de vinte e cinco milhões de cópias vendidas. No Brasil, por sua vez, destaca-se o escritor Paulo Coelho, o brasileiro com mais livros vendidos e mais prestigiado no exterior.
Comparando a situação atual desses autores com a dos nossos saudosos escritores, podemos dizer que a profissão do escritor é mais valorizada atualmente, mas isso não é o bastante. Pois sempre "por trás" de um grande talento há um "bom investimento". Em outras linhas podemos dizer que, atrás de um best-seller sempre existe uma boa divulgação, ou uma grande editora. Truman Capote, por exemplo, antes de publicar seu best-seller A Sangue Frio, publicou-o em quatro partes no jornal The New Yorker e só depois de confirmado o sucesso de sua história lançou-a em livro.
(Edvania Cardoso)

Terça-feira, Julho 24, 2007


Sexta-feira, Julho 20, 2007

Quino - Criador da Mafalda (clika)


Quinta-feira, Julho 19, 2007

Do Amor



O amor é bandoleiro
não exita em matar
O amor é bucaneiro
mata para roubar
O amor é bailarino
dança conforme a dança
O amor é beduíno
se alimenta de esperança

O amor é como um barco
que naufraga em noite calma
O amor é um fado
lâmina que fere a alma

Silvio Ribeiro de Castro
"Não me pergunte se isso tem cabimento, pois se tivesse caberia em algum lugar, e eu então, guardaria essa loucura"

A Escrita do Deus

O cárcere profundo e de pedra; sua forma de um hemisfério quase perfeito, embora o piso (também de pedra) seja algo menor que um círculo máximo, fato que de algum modo agrava os sentimentos de opressão e de grandeza. Um muro corta-o pelo meio; este, apesar de altíssimo, não toca a parte superior da abóbada; de um lado estou eu, Tzinacan, mago da pirâmide Qaholom, que Pedro de Alvadaro incendiou; do outro há um jaguar, que mede com secretos passos iguais o tempo e o espaço do cativeiro. Ao nível do chão, uma ampla janela com barrotes corta o muro central. Na hora sem sombra (o meio-dia), abre-se um alçapão no alto e um carcereiro que os anos foram apagando manobra uma roldana de ferro, e nos baixa, na ponta de um cordel, cântaros de água e pedaços de carne.
A luz entra na abóbada; neste instante posso ver o jaguar. Perdi o número dos anos que estou na treva; eu, que uma vez fui jovem e podia caminhar nesta prisão, não faço outra coisa senão aguardar, na postura de minha morte, o fim que os deuses me destinam. Com a longa faca de pedernal abri o peito das vítimas e agora não poderia, sem magia, levantar-me do pó.
Na véspera do incêndio da Pirâmide, os homens que desceram de altos cavalos me castigaram com metais ardentes para que revelasse o lugar de um tesouro escondido. Abateram, diante de meus olhos, a imagem do deus, mas este não me abandonou e me mantive silencioso entre os tormentos. Feriram-me, quebraram-me, deformaram-me e depois despertei neste cárcere, que não mais deixarei nesta vida mortal.
Premido pela fatalidade de fazer algo, de povoar de alguma forma o tempo, quis recordar, em minha sombra, tudo o que sabia. Gastei noites inteiras lembrando a ordem e o número de algumas serpentes de pedra ou a forma de uma árvore medicinal. Assim fui vencendo os anos, assim fui entrando na posse do que já era meu. Uma noite, senti que me aproximava de uma lembrança precisa; antes de ver o mar, o viajante sente uma agitação no sangue. Horas depois, comecei a avistar a lembrança; era uma das tradições do deus. Este, prevendo que no fim dos tempos ocorreriam muitas desventuras e ruínas, escreveu no primeiro dia da Criação uma sentença mágica, capaz de conjurar esses males. Escreveu-a de maneira que chegasse às mais distantes gerações e que não tocasse o azar. Ninguém sabe em que ponto a escreveu nem com que caracteres, mas consta-nos que perdura, secreta, e que um eleito a lerá. Considerei que estávamos, como sempre, no fim dos tempos e que meu destino de último sacerdote do deus me daria acesso ao privilégio de intuir essa escritura. O fato de que uma prisão me cercasse não me vedava esta esperança; talvez eu tivesse visto milhares de vezes a inscrição de Qaholom e só me faltasse entendê-la.
Esta reflexão me animou e logo me intuiu uma espécie de vertigem. No âmbito da terra existem formas antigas, formas incorruptíveis e eternas; qualquer uma delas podia ser o símbolo buscado. Uma montanha podia ser a palavra do deus, ou um rio ou o império ou a configuração dos astros. Mas no curso dos séculos as montanhas se aplainam e o caminho de um rio costuma desviar-se e os impérios conhecem mutações e estragos e a figura dos astros varia. No firmamento há mudança. A montanha e a estrela são indivíduos e os indivíduos caducam. Busquei algo mais tenaz, mais invulnerável. Pensei nas gerações do cereais, dos pastos, dos pássaros, dos homens. talvez em minha face estivesse escrita a magia, talvez eu mesmo fosse o fim de minha busca. Estava nesse afã quando recordei que o jaguar era um dos atributos do deus.
Então minha alma se encheu de piedade. Imaginei a primeira manhã do tempo, imaginei meu deus confiando a mensagem à pele viva dos jaguares, que se amariam e se gerariam eternamente, em cavernas, em canaviais, em ilhas, para que os últimos homens a recebessem. Imaginei essa rede de tigres, esse quente labirinto de tigres, dando horror aos prados e aos rebanhos para conservar um desenho. Na outra cela havia um jaguar; em sua proximidade percebi uma confirmação de minha conjectura e um secreto favor.
Dediquei longos anos a aprender a ordem e a configuração das manchas. Cada cega jornada me concedia um instante de luz, e assim pude fixar na mente as negras formas que riscavam o pêlo amarelo. Algumas incluíam pontos; outras formavam raias transversais na face inferior das pernas; outras, anulares, se repetiam. Talvez fossem um mesmo som ou uma mesma palavra. Muitas tinham bordas vermelhas.
Não falarei das fadigas de meu labor. Mais de uma vez gritei à abóbada que era impossível decifrar aquele texto. Gradualmente, o enigma concreto que me atarefava me inquietou menos que o enigma genérico de uma sentença escrita por um deus. Que tipo de sentença (perguntei-me) construirá uma mente absoluta? Considerei que mesmo nas linguagens humanas não existe proposição que não envolva um universo inteiro; dizer o tigre é dizer os tigres que o geraram, os cervos e tartarugas que ele devorou, o pasto de que se alimentaram os cervos, a terra que foi a mãe do pasto, o céu que deu luz à terra. Considerei que na linguagem de um deus toda palavra enunciaria essa infinita concatenação dos fatos, e não de um modo implícito, mas explícito, e não de um modo progressivo, mas imediato. Com o tempo, a noção de uma sentença divina pareceu-me pueril ou blasfematória. Um deus, refleti, só deve dizer uma palavra e nessa palavra a plenitude. Nenhum som articulado por ele pode ser inferior ao universo ou menos que a soma do tempo. Sombras ou simulacros desse som, que eqüivale a uma linguagem e a quanto pode significar um linguagem, são as ambiciosas e pobres vozes humanas, tudo, mundo, universo.
Um dia ou uma noite - entre meus dias e minhas noites que diferença existe? - sonhei que no chão do cárcere havia um grão de areia. Voltei a dormir, indiferente; sonhei que despertava e que havia dois grãos de areia. Voltei a dormir, sonhei que os grãos de areia eram três. Foram, assim, multiplicando-se até encher o cárcere e eu morria sob este hemisfério de areia. Compreendi que estava sonhando; com um enorme esforço, despertei. O despertar foi inútil: a inumerável areia me sufocava. Alguém me disse: "Não despertaste para a vigília, mas para um sonho anterior. Esse sonho está dentro de outro, e assim até o infinito, que é o número dos grãos de areia. O caminho que terás que desandar é interminável e morrerás antes de haver despertado realmente".
Senti-me perdido. A areia me enchia a boca, mas grite: "Nenhuma areia sonhada pode matar-me nem existem sonhos dentro de sonhos". Um resplendor me despertou. Na treva superior abria-se um círculo de luz. Via a face e as mãos do carcereiro, a roldana, o cordel, a carne e os cântaros.
Um homem se confunde, gradualmente, com a forma de seu destino; um homem é, afinal, suas circunstâncias. mais que um decifrador ou um vingador, mais que um sacerdote do deus, eu era um encarcerado. Do incansável labirinto de sonhos regressei à dura prisão como à minha casa. Bendisse sua umidade, bendisse seu tigre, bendisse meu velho corpo dolorido, bendisse a treva e a pedra.
Então ocorreu o que não posso esquecer nem comunicar. Ocorreu a união com a divindade, com o universo (não sei se estas palavras diferem). O êxtase não repete seus símbolos; há quem tenha visto Deus num resplendor, há quem o tenha percebido numa espada ou nos círculos de uma rosa. Eu vi uma Roda altíssima, que não estava diante de meus olhos, nem atrás, nem nos lados, mas em todas as partes, a um só tempo. Essa Roda estava feita de água, mas era também de fogo, e era (embora visse a borda) infinita. Entretecidas, formavam-na todas as coisas que serão, que são e que foram, e eu era um dos fios dessa trama total, e Pedro de Alvarado, que me atormentou, era outro. Ali estavam as causas e os efeitos e me bastava ver essa roda para entender tudo, interminavelmente. Oh, felicidade de entender, maior que a de imaginar ou a de sentir! Vi o Universo e vi os íntimos desígnios do universo. Vi as origens narradas pelo Livro do Comum. Vi as montanhas que surgiram na água, vi os primeiros homens com seu bordão, vi as tinalhas que se voltaram contra os homens, vi os cães que lhes desfizeram os rostos. Vi o deus sem face que há por trás dos deuses. Vi infinitos processos que formavam uma só felicidade e, entendendo tudo, consegui também entender a escrita do tigre.
É uma fórmula de catorze palavras casuais (que parecem casuais) e me bastaria dizê-la em voz alta para ser todo-poderoso. Bastaria dizê-la para abolir este cárcere de pedra, para que o dia entrasse em minha noite, para ser jovem, para ser imortal, para que o tigre destruísse Alvarado, para afundar o santo punhal em peitos espanhóis, para reconstruir a pirâmide, para reconstruir o império. Quarenta sílabas, quatorze palavras, e eu, Tzinacan, regeria as terras que Montezuma regeu. Mas eu sei que nunca direi estas palavras, porque eu não me lembro e Tzinacan.
Que morra comigo o mistério que está escrito nos tigres. Quem entreviu o universo, quem entreviu os ardentes desígnios do universo não pode pensar num homem, em suas triviais venturas ou desventuras, mesmo que esse homem seja ele. Esse homem foi ele e agora não lhe importa. Que lhe importa a sorte daquele outro, que lhe importa a nação daquele outro, se ele agora é ninguém? Por isto não pronuncio a fórmula, por isso deixo que os dias me esqueçam, deitado na escuridão.

O Aleph, p.96 - Jorge Luiz Borges- Escritor, poeta e ensaista
William Blake - Ancient of Days (God as an Architect) 1794

Quarta-feira, Julho 18, 2007


Terça-feira, Julho 17, 2007

Minduim

Da amizade

When youre down and troubled
And you need a helping hand
And nothing, whoa nothing is going right.
Close your eyes and think of me
And soon I will be there
To brighten up even your darkest nights.

You just call out my name,
And you know whereever I am
Ill come running, oh yeah baby
To see you again.
Winter, spring, summer, or fall,
Ill you have to do is call
And Ill be there, yeah, yeah, yeah.
You've got a friend.

If the sky above you
Should turn dark and full of clouds
And that old north wind should begin to blow
Keep your head together and call my name out loud
And soon I will be knocking upon your door.
You just call out my name
and you know where ever I am
Ill come running to see you again.
Winter, spring, summer or fall
All you got to do is call
And Ill be there, yeah, yeah, yeah.

Hey, aint it good to know that youve got a friend?
People can be so cold.
Theyll hurt you and desert you.
Well theyll take your soul if you let them.
Oh yeah, but dont you let them.

You just call out my name and you know wherever I am
Ill come running to see you again.
Oh babe, dont you know that,
Winter spring summer or fall,
Hey now, all you've got to do is call.
Lord, Ill be there, yes I will.
You've got a friend.
You've got a friend.
Aint it good to know
you've got a friend.
Aint it good to know
you've got a friend.
You've got a friend.
James Taylor
You've got a friend.

marca passo


Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.

Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperença a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!

Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.
Fernando Pessoa 2-8-1933

Sexta-feira, Julho 13, 2007

Dia Mundial do Rock

No dia 13 de julho de 1985, foi realizado o histórico show Live-Aid (Ajuda ao vivo).
O evento foi idealizado pelo irlandês Bob Geldof, integrante da banda Boomtown Rats, para ajudar as pessoas que passavam fome na África. Os shows aconteceram simultaneamente em Londres, na Inglaterra, e na Filadélfia, nos Estados Unidos.
Cerca de 170 mil pessoas participaram da maratona musical – 70 mil na Inglaterra e 100 mil nos Estados Unidos, enquanto 1,5 bilhão de pessoas assistiram tudo pela TV.
O objetivo era reverter toda a renda obtida para as vítimas da seca que devastava a África. Com a venda de ingressos a 35 dólares e a venda dos direitos de transmissão a 160 países, o espetáculo conseguiu arrecadar cerca de 70 milhões de dólares. Participaram do Live-Aid artistas como Mick Jagger, Tina Turner, Madonna, David Bowie, Sting, Phil Collings, Eric Clapton, Elton John, Paul McCartney, Jimmy Page, Robert Plant, além das bandas U2, Ozzy Osbourne e The Who, entre outros. A idéia de montar o espetáculo surgiu quando George Geldof assistiu, pela televisão, o documentário Fome na Etiópia. Ele ficou chocado em ver a situação das pessoas que não tinham forças nem para espantar, do próprio corpo, as moscas que as rodeavam.



"Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe".
Pablo Neruda, poeta, diplomata,
1904-1973

Cores de Frida Kahlo





"Acreditavam que eu era surrealista, mas não o era.
Nunca pintei meus sonhos.
Pintei minha própria realidade".

Frida Kahlo
1907-1954

Quarta-feira, Julho 11, 2007

Metade

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.
Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que triste.
Que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento.
Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço,
Que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba, e que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é a platéia e a outra metade, a canção.
E que minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade...
Também.

Poema de O.Montenegro
Desenho de Federico Garcia Lorca

Nenhum de nós pode programar a vida como linha reta imutável, inflexível...

A cada instante as surpresas rebentam e temos que ter humildade e imaginação criadora para ir salvando o essencial através do inesperado de cada instante..."



(D. Helder Câmara)

Terça-feira, Julho 10, 2007




Sábado, Julho 07, 2007

Poeminha do contra

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!
M.Quintana

Quinta-feira, Julho 05, 2007

Golden Slumbers

Once there was a way,
to get back homeward.
Once there was a way,
to get back home.
Sleep pretty darling, do not cry.
And I will sing a lullaby.
Golden Slumbers fill your eyes.
Smiles await you when you rise.
Sleep pretty darling, do not cry.
And I will sing a lullaby.
Once there was a way, to get back homward.
Once there was a way, to get back home.
Sleep pretty darling, do not cry.
And I will sing a lullaby.
Golden Slumbers
The Beatles
Composição: Lennon / McCartney

Terça-feira, Julho 03, 2007

tó pra você

Da condição humana

Não, não era um sonho...

"Numa manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregório Samsa deu por si na cama transformado num gigantesco inseto. Estava deitado sobre o dorso, tão duro que parecia revestido de metal, e, ao levantar um pouco a cabeça, divisou o arredondado ventre castanho dividido em duros segmentos arqueados, sobre o qual a colcha dificilmente mantinha a posição e estava a ponto de escorregar. Comparadas com o resto do corpo, as inúmeras pernas, que eram miseravelmente finas, agitavam-se desesperadamente diante de seus olhos.
Que me aconteceu ? - pensou. Não era nenhum sonho. O quarto, um vulgar quarto humano, apenas bastante acanhado, ali estava, como de costume, entre as quatro paredes que lhe eram familiares. Por cima da mesa, onde estava deitado, desembrulhada e em completa desordem, uma série de amostras de roupas: Samsa era caixeiro-viajante, estava pendurada a fotografia que recentemente recortara de uma revista ilustrada e colocara numa bonita moldura dourada.
Mostrava uma senhora, de chapéu e estola de peles, rigidamente sentada, a estender ao espectador um enorme regalo de peles, onde o antebraço sumia!
Gregório desviou então a vista para a janela e deu com o céu nublado - ouviam-se os pingos de chuva a baterem na calha da janela e isso o fez sentir-se bastante melancólico. Não seria melhor dormir um pouco e esquecer todo este delírio? - cogitou. Mas era impossível, estava habituado a dormir para o lado direito e, na presente situação, não podia virar-se. Por mais que se esforçasse por inclinar o corpo para a direita, tornava sempre a rebolar, ficando de costas. Tentou, pelo menos, cem vezes, fechando os olhos, para evitar ver as pernas a debaterem-se, e só desistiu quando começou a sentir no flanco uma ligeira dor entorpecida que nunca antes experimentara.[...]

A metamorfose Franz Kafka
Kafka por Andy Wharol



Desenhos de Kafka (1945-49)

para o romance "O Processo"

Sexta-feira, Junho 29, 2007


como um girassol

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo.
Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia;
tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama,
nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...

Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos", 8-3-1914

Quarta-feira, Junho 27, 2007

out door


A ESCALA DO CRESCIMENTO EMOCIONAL OU INTERIOR

Nem todas as pessoas se dão conta que o nosso crescimento interior é tão ou talvez até mais importante quanto o nosso crescimento físico.
O crescimento físico você vê. O crescimento interior você sente.
Quanto mais você cresce melhor você se sente, porque crescer resulta na conscientização cada vez melhor do valor de nosso mundo interior. É o sentimento que nos indica se a nossa vida vai bem ou não.
Imagine a escala do crescimento interior como uma escada de muitos degraus. Cada degrau acima representa um tipo de evolução e no topo da escada você encontra a emoção mais apreciada por nos, denominada amor.
Sentindo amor, você se abre para a vida, utiliza todo o seu potencial, sente uma grande harmonia interior, o que tem reflexos positivos sobre o seu trabalho e a sua saúde.
Este sentimento positivo não é algo que aparece e desaparece. Como somos seres vivos e não máquinas, é evidente que temos vacilações de humor, porém o sentimento de bem-estar, harmonia, que pode ser compreendido como a nossa conscientização da descoberta de nossa riqueza interior, permanece.
No topo da escada você é emocionalmente crescido e amadurecido e sente vontade de realizar algo em agradecimento. Quem chegou ao topo da escada compreendeu sua ligação ao infinito e agradece sempre.
A nossa capacidade de compreensão é a chave para o nosso bem-estar e é ela que nos abre o mundo. Compreender o mundo em sua totalidade faz você sentir-se em casa.
Uma coisa da qual você deve conscientizar-se é que quanto mais degraus você sobe, tanto mais recua o sentimento que mantém presos os que estão nos degraus de baixo e que se chama medo.
À medida que o medo recua ou diminui, a confiança em si se desenvolve.

Autora Mirian Khon

Um Novo Tempo

O tempo passa? não passa

no abismo do coração.

Lá dentro, perdura a graça

Do amor florida a canção.



O tempo nos aproxima

cada vez mais, nos reduz

a um só verso e uma rima

de mãos e olhos, na luz.



Não há tempo consumido

Nem tempo a economizar

O tempo é toda vestida,

de amor é tempo de amar.

Carlos Drummond de Andrade

Segunda-feira, Junho 25, 2007

enquanto houver amizade


Pode ser que um dia deixemos de nos falar.
Mas, enquanto houver amizade,
faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe.
Mas, se a amizade permanecer,
um do outro há de se lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos.
Mas, se formos amigos de verdade,
a amizade nos reaproximara.